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Pais Furiosos Podem Agredir Pediatras

24 de Janeiro de 2001 (Bibliomed). As emoções podem entrar em ebulição quando a saúde de uma criança está em jogo e, com grande frequência, os pediatras podem ser o alvo da raiva e das frustrações dos pais.

Já se sabia que os médicos que trabalham em emergências e os psiquiatras têm um risco maior de serem atacados pelos pais de seus pacientes, mas uma nova pesquisa britânica mostrou que os pediatras são vítimas frequentes de ataques verbais e mesmo de violência física de pais ou parentes dos pacientes.

Mais de 90 por cento disseram que já haviam sido agredidos verbalmente por parentes de pacientes. Além disso, 41 por cento foram ameaçados e 5 por cento sofreram agressões físicas, conforme pesquisa feita com 75 profissionais pediatras de hospitais de várias regiões do Reino Unido.

Gerry Mackin, do Foyle Community HSS Trust, em Derry, Irlanda do Norte, publicou seu trabalho na edição de fevereiro da Archives of Disease in Childhood.

A violência no local de trabalho está despertando mais atenção e os trabalhadores da saúde não têm sido poupados das ameaças, avaliou o pesquisador. Mackin disse à Reuters Health que existem evidências de que a violência dos pacientes é um "problema em crescimento" para médicos que trabalham em setores de emergência, psiquiatria e clínica geral.

"Se um médico não foi pessoalmente vítima de violência, com certeza conhece um colega que tenha sofrido violência no local de trabalho", disse Mackin. Em seu trabalho, o especialista observou pediatras trainees, que correspondem aos médicos residentes nos Estados Unidos. O pesquisador verificou que a maioria sofreu agressão de parentes de pacientes, mas poucos foram treinados para lidar com a situação.

De acordo com Mackin, existe um sentimento generalizado entre os pediatras de que os ataques verbais são parte do trabalho. Mas o "abuso verbal pode ser ameaçador e prejudicial", podendo atrapalhar o tratamento apropriado da criança, avaliou o especialista.

Em comentário que acompanhou o artigo, Mark Ashton, do Hospital St. Mary, em Portsmouth (Grã-Bretanha), concordou com a idéia de que os médicos precisam ser treinados para evitar conflitos com pacientes e seus parentes. Mas nem sempre é possível evitar problemas e os médicos deveriam relatar todos os incidentes violentos, observou Ashton. Mackin disse à Reuters Health que observou no estudo que o estresse dos pais com a doença dos filhos geralmente foi a causa do comportamento agressivo.

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