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Brasil: Estudo Diz que Amamentação Aumenta QI das Crianças

São Paulo, 2 de Janeiro de 2001(eHLA). Segundo estudo publicado na Archives of Disease em Childhood (Fetal Neonatal Edition) a amamentação pode aumentar o QI (quociente de inteligência) das crianças. A pesquisa sugere que os recém-nascidos de baixo peso ao nascimento que recebem leite materno parecem apresentar QI’s ligeiramente mais altos aos sete e oito anos, em comparação a crianças de mesma idade que não foram amamentadas. "Essas descobertas se somam ao crescente corpo de evidência que sugere que o aleitamento pode ter pequenos benefícios de longo prazo no desenvolvimento (intelectual) cognitivo infantil", explicaram os pesquisadores envolvidos.

“Um dos motivos para o QI mais elevado nos amamentados é que o leite materno possui substâncias exclusivas, como por exemplo, ácidos graxos de cadeia longa, entre eles o Omega 3 de grande importância para o desenvolvimento do sistema nervoso”, diz Marcus Renato de Carvalho, pediatra e consultor em amamentação, no Rio de Janeiro.

Brasil

Infelizmente, no Brasil, por falta de informação, muitos bebês ficam sem o leite materno cedo demais. Dados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo revelam que a paulistana é uma das que menos amamentam. A média é de apenas cinco meses. Já as cariocas oferecem o peito por 7,9 meses e as mães de Florianópolis, 7,7. A Organização Mundial da Saúde recomenda a amamentação pelo menos nos primeiros seis meses de vida. "Além de ser muito rico em nutrientes, o leite traz anticorpos indispensáveis para a criança", alerta a pediatra Débora Banzione, da Maternidade Pro Matre, na capital paulista.

Insulina – Mais um Argumento

A recente descoberta de que a insulina do leite materno ajuda a desenvolver órgãos do bebê é mais um argumento a favor da amamentação. Além de nutrientes e anticorpos, o leite materno contém grande quantidade de insulina, essencial no metabolismo da glicose. O hormônio não modifica os níveis de açúcar no sangue do feto, mas é fundamental no desenvolvimento dos órgãos do sistema digestivo da criança. A substância age inclusive sobre o pâncreas, responsável pela produção da própria insulina. A substância age melhorando a digestão e reduzindo o risco de desenvolver diabete tipo 1, doença caracterizada pela incapacidade de produzir o hormônio. “Atualmente já foram descobertos mais de 300 componentes do leite materno: todos os nutrientes necessários, além de anticorpos (ou imunoglobulinas), hormônios, enzimas e células brancas de defesa, etc.”, explica Carvalho.

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