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África do Sul Aprova Importação de Genérico Anti-Aids

JOHANESBURGO, África do Sul (Reuters) - O governo da África do Sul concedeu uma autorização especial na quinta-feira para a importação de remédios anti-Aids, uma decisão considerada fundamental por grupos de combate à doença.

O Conselho de Controle de Remédios, órgão do governo sul-africano que regulamenta a área, afirmou que permitiria o uso de biozole, o nome do genérico para a droga anti-Aids fluconazole, depois do pedido do grupo Projeto Lei Aids.

A importação de remédios genéricos, produzidos em países como a Tailândia e a Índia, tinha sido proibida pelo governo, preocupado com a possibilidade de tais produtos serem uma violação da lei de patentes.

A política de Aids da África do Sul encontra-se envolta em polêmica desde que o presidente do país, Thabo Mbeki, levantou dúvidas sobre a relação entre o HIV e a doença antes de suspender o uso de remédios como o AZT no sistema público de saúde.

O grupo Projeto Lei Aids argumentou que o fluconazole, vendido pela empresa norte-americana Pfizer sob o nome de Diflucan, era muito caro para que fosse comprado pela África do Sul.

Cerca de 4,2 milhões de sul-africanos, ou um décimo de sua população, estão contaminados com o HIV. O suprimento de remédios antivirais no sistema público de saúde é restrito devido à falta de verbas.

"Essa é a primeira vez que uma organização civil garante que as pessoas que precisam de medicamentos os obtenham", disse a Campanha de Ação e Tratamento, um grupo que se uniu aos esforços da Projeto Lei Aids.

Sinopse preparada por Reuters Health

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