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Mães Adotivas Também Podem Amamentar

SÃO PAULO (Reuters) - A amamentação não é um privilégio exclusivo das mães naturais. Com o uso de medicamentos, as mães adotivas também podem produzir leite e amamentar seus bebês.

"O ato de sugar a mama, somado a alguns medicamentos que aumentam o hormônio prolactina, pode levar uma mulher a produzir leite materno", afirmou o pediatra Jayme Murahovschi, diretor do Centro de Lactação do Hospital Guilherme Álvaro, em Santos.

Segundo Murahovschi, na técnica de lactação adotiva, as drogas que estimulam a produção de prolactina -- hormônio que leva à produção do leite -- têm um papel secundário.

"Se a criança sugar o mamilo, até sem drogas, a mulher pode produzir leite", disse o pediatra, que também é diretor clínico do Serviço de Pediatria do Hospital Nove de Julho, em São Paulo.

Por meio da técnica, o bebê deve sugar o peito e, ao mesmo tempo, uma sonda ligada a uma seringa fornece o alimento. "Para que o leite passe a ser produzido é fundamental que o recém-nascido sugue o peito. Ele só fará isso, no entanto, se ficar satisfeito, da" a necessidade da sonda", explicou o pediatra.

Ele acrescentou, porém, que para assumir essa tarefa a mãe deve querer muito amamentar, ter apoio do marido, da família e do médico e estar preparada emocionalmente.

"Esse esforço pode ter sucesso parcial, mas, de qualquer forma, a simples tentativa já é um ato de amor", disse o pediatra.

Ana Cristina Abrão, coordenadora do Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirmou que "a tentativa é difícil, mas não impossível".

"Para a mãe adotiva amamentar, são necessárias duas condições mínimas: querer amamentar e ter disponibilidade", explicou Abrão. O ideal, acrescenta, é começar a amamentação logo que o bebê nasce. "Isso aumenta as chances de sucesso, pois a criança ainda não se acostumou ao bico de mamadeira."

A coordenadora do grupo acrescentou que é importante incentivar a amamentação em qualquer situação, pois sua prática beneficia a saúde da mãe e do bebê. "Além disso, a grande vantagem do leite materno é que ele é de graça e, teoricamente, toda mulher pode amamentar."

Segundo Siomara Roberta de Siqueira, coordenadora da Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba) no Brasil, a amamentação por mães adotivas é incentivada em alguns hospitais do país e, embora poucas pessoas saibam, pais e mães adotivos também podem tirar licença maternidade.

A licença maternidade é um dos assuntos abordados na 6a Semana Mundial de Amamentação, que começou dia 1o. e vai até o dia 7 de outubro.

O tema da semana deste ano é a amamentação como um direito humano, com destaque para a licença maternidade, a norma de comercialização de produtos de lactentes e a não-discriminação da mulher no trabalho.

Sinopse preparada por Reuters Health

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