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Osteoartrose - Descubra Mais Sobre os Seus Males

A doença articular degenerativa osteoartrose também denominada osteoartrite, artrite degenerativa ou hipertrófica se caracteriza por dor, rigidez e perda da mobilidade causada por uma perda progressiva da cartilagem articular que é acompanhada por uma inadequada recuperação da cartilagem articular, remodelação óssea subcondral e, em muitas circunstâncias, a formação de osteófitos - o famoso bico de papagaio.

Está entre os problemas médicos mais freqüentes em pessoas de meia idade e idosos, além de uma das causas mais comuns de incapacidade da maioria dos pacientes.

A osteartrose, segundo o ortopedista, Dr. Alexandre de Paiva Coura, é mais comum nas mulheres e 60% das pessoas acima de 35 anos de idade relatam os seus sintomas que geralmente variam da rigidez articular ocasional e de dor intermitente associada com dor profunda constante. Os casos mais graves mostram deformidades mutilantes com instabilidades articulares.

"Tal deterioração não só diminui a qualidade de vida, mas também causa significativo impacto na economia", acrescenta.

Ela pode afetar uma articulação ou várias articulações, sendo as mais freqüentes aquelas que acontecem nos pés, joelhos, quadril, coluna vertebral e mãos. De uma maneira geral, 60% a 90% das pessoas acima de 65 anos de idade tem comprovadamente osteoartrose comparadas com menos de 5% das pessoas entre 15 e 44 anos e 25% a 30% entre as idades de 45 a 64 anos.

De acordo com o ortopedista, a causa é freqüentemente desconhecida e não há cura para ela, porém o diagnóstico precoce e o tratamento podem minimizar os sintomas e ajudar os pacientes a terem uma vida ativa. "É uma conseqüência inevitável da idade".

O rápido e indolor movimento necessário para as atividades diárias, a recreação e trabalho resultam da ação dos músculos através das articulações. Mesmo atividades aparentemente simples como girar uma maçaneta requer um movimento controlado e eficiente de mais de vinte articulações. Jogar voleibol ou basquete requer um movimento de cem articulações, exemplifica o médico.

As superfícies articulares congruentes são cobertas com cartilagens e suportadas pelos ossos subcondrais, pelas cápsulas articulares e por ligamentos que unem os ossos. Algumas articulações ainda têm densos tecidos fribosos, os meniscos que funcionam como amortecedores e importantes para nutrição da cartilagem.

Características

As características biomecânicas das articulações incluem a estabilidade durante o movimento, a lubrificação da articulação que permite o deslizamento com baixa fricção e a distribuição de carga ao longo da articulação.

Em muitas articulações, as forças geradas pelas contrações musculares são importantes no entendimento do desgaste articular. O comportamento elástico da cartilagem, dos meniscos e do osso subcondral ajuda a distribuir as cargas compressivas, mas este mecanismo pode rapidamente vir a falhar se os músculos não absorverem a maioria das pressões compressivas aplicadas às articulações, contribuindo para a degeneração articular.

O líquido que lubrifica as articulações, acrescenta o especialista, é produzido por uma membrana que envolve as articulações chamadas de membrana sinovial de característica amarelo viscosa. A cartilagem é desprovida de nervo que se encontram nos ligamentos e cápsulas articulares (são os mecano receptores) que sentem a quantidade de carga e promovem a resposta muscular a esta, evitando danos à articulação, explica. Segundo Dr. Alexandre, a osteoartrose sem causa esclarecida é chamada de primária ou idiopática, sendo a mais comum e, quando se conhece a causa é dita secundária.

A doença degenerativa articular tem maior possibilidade de desencadear nas pessoas anormalidades de anatomia ou da função articular, displasia da articulação, falta de alinhamento, instabilidade articular, distúrbios articulatórios ou inervação muscular e esforço muscular inadequado ou super desempenho. Nessas pessoas submeter a cargas maiores do que as atividades diárias normais, principalmente se envolvida com impacto repetitivo ou torção, pode aumentar ainda mais o risco.

O índice de degeneração articular varia entre os indivíduos e as articulações e as alterações do osso subcondral (que fica abaixo da cartilagem) e leva a formação de cavidades ósseas semelhantes a cistos levando a formação de osteófitos (bico de papagaio). Com o tempo, os ligamentos, cápsulas e músculos tornam-se contraídos levando a uma diminuição do uso da articulação e a redução na faixa de movimento, o que causa uma atrofia da musculatura ao redor da articulação.

De acordo com o médico, o diagnóstico é feito pelo exame clínico minucioso, pela radiografia simples, embora nem sempre a apresentação clínica da doença corresponda aos sinais radiográficos, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética não são necessários para se estabelecer o diagnóstico. Existem métodos com potencial para detectar a degeneração da cartilagem em estágio precoce e que são a mensuração dos níveis de proteoglicanos da cartilagem e de fragmentos de colágeno no líquido sinovial, sangue e urina.

O principal sintoma clínico é a dor que no início aparece após os esforços físicos e nos casos avançados pode despertar o paciente durante o sono, rigidez matinal com a duração aproximada de 30 minutos, contraturas musculares, fadiga generalizada são outros sintomas. O envolvimento articular usualmente não é simétrico. As articulações mais acometidas são: joelho, mão, quadril, coluna vertebral.

Programa de tratamento

O início do programa de tratamento pode fazer diferença significativa na qualidade de vida do paciente, enfatiza o médico. Medidas simples como a redução de atividades físicas que produzam impactos mantendo-se ou melhorando-se a força muscular e a utilização de analgésicos moderados ou antiinflamatórios são indicados.

Na osteoartrose moderada, o médico aconselha o uso da fisioterapia, muletas, bengalas associadas com a perda real de peso, manutenção da mobilidade da articulação afetada com exercícios de baixo impacto, como por exemplo, a hidroginástica. Estes exercícios beneficiam também aqueles pacientes com indicação de cirurgia.

A infiltração intra-articular de corticosteróides aliviam a dor e podem melhorar a função, embora estudos controlados mostram que a melhora é somente ligeira, melhor do que se observa com placebo e dura não mais que umas poucas semanas. Injeções repetidas podem também acelerar a degeneração articular.

O tratamento cirúrgico compreende as técnicas que tentam preservar ou restaurar a superfície da cartilagem articular, realinhar as articulações, fundir as articulações ou substituí-las por próteses (articulações sintéticas, sua maioria de uma liga de metal associado com plástico de altíssima densidade e resistência), como exemplo, a artroscopia para limpeza, osteotomias para realinhamento, as artrodeses (fusão articular) e as próteses do quadril e do joelho mais comuns em nosso meio.

Ainda estão em estudos, os implantes de células cartilaginosas por via cirúrgica e a genética através de um vírus "infectado" com o gen da cartilagem que "infecta" a pessoa e como no processo de vacina induz a formação e nova cartilagem, finaliza o especialista.

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