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Trauma Ocular: Grande Causa de Cegueira Que Pode Ser Evitada

O trauma ocular chega a ser reconhecido, nos Estados Unidos, como a segunda maior causa de cegueira. O Brasil carece de números a respeito, mas especialistas da área garantem que os traumatismos no olho também causam grandes estragos por aqui.

“Não se pode dizer que no Brasil o trauma ocular seja a segunda maior causa de cegueira porque outras desordens graves de saúde, que também causam a cegueira, vem em primeiro lugar, como a diabete, que, em outros países, é mais controlada”, diz o Coordenador-Chefe de Oftalmologia do CEMA, Hospital Especializado em Oftalmologia, Dr. Pedro José Monteiro Cardoso.

Explicando um pouco o assunto, trauma provém da palavra grega que significa ferida e traumatismo é um termo geral que abarca todas as lesões internas e externas ocasionadas por uma violência exterior. Quando o traumatismo é nos olhos, região de extrema sensibilidade em relação ao resto do corpo, as lesões deixam, quase sempre, uma seqüela que representa um déficit funcional.

Se a córnea é o órgão lesionado, por exemplo, se produz catarata. Se foi a retina que foi machucada, a visão fica definitivamente mais ou menos comprometida. Todos estes fatores caracterizam a gravidade das feridas oculares.

De acordo com o Dr. Pedro, os acidentes de trânsito, antes os maiores causadores de traumas oculares, já não causam mais tantos problemas graves, em virtude do uso de cinto de segurança ter se disseminado potencialmente. No entanto, é essencial que, mesmo quando se sai para um pequeno e conhecido percurso, se use o cinto, tendo em vista ser estes pequenos acidentes, nos arredores da casa do paciente, são os que causam os traumas oculares mais freqüentes socorridos nos pronto-socorros de hospitais oftalmológicos.

Em segundo lugar, os acidentes de trabalho, com inserção de corpos estranhos no olho, constam também como causa corriqueira dos traumas oculares. “Neste caso é importante que aqueles que trabalham com ferros, madeiras e vidros, como os mecânicos, marceneiros e vidraceiros e outros operários, utilizem equipamento de segurança, como os óculos protetores”, levanta o Dr. Pedro.

“Com as crianças, é preciso prestar atenção na altura das quinas de mesas e maçanetas, que costumam ficar exatamente na altura daqueles por volta dos 6 ou 7 anos”, continua, “ao abrir garrafas, cervejas, tampas e vidros, deve-se tomar o cuidado de virar o rosto”, adverte. Os idosos também costumam ser bastante atingidos pelos traumas oculares, tendo em vista que caem com mais freqüência.

Em queimaduras com químicos, o especialista recomenda lavar principalmente com água, se possível soro fisiológico, e nada mais – evitando-se, portanto, os colírios sugeridos pelos atendentes de farmácias, que podem piorar a situação.

“Em especial, deve-se ter muito cuidado com a soda cáustica e outros ácidos, que causam danos profundos aos olhos”, completa o Dr. Pedro. Ele explica que as queimaduras que causam lesões de córnea, que vão desde as mais leves até os leucomas, podem até levar à cegueira, embora o mais comum seja um embranquecimento da córnea com redução da visão.

As quedas, brigas e os esportes também estão na lista dos maiores causadores de traumas oculares. São os chamados “traumas fechados”, muitas vezes causados por um soco ou uma bolada. Não há perfuração do globo ocular, mas pode haver lesões, luxação, hemorragias internas, fratura da órbita e até mesmo deslocamento do olho, que exige uma cirurgia para voltar ao lugar. Estes traumas também podem levar à cegueira.

O Dr. Pedro, inclusive, ressalta a importância de que o paciente, quando não há risco de vida, seja prontamente atendido por um oftalmologista, e não por um clínico geral, que, muitas vezes, vai se preocupar em fazer uma sutura da pálpebra, por exemplo, e se esquecerá de resolver os traumas ocorridos no olho propriamente dito.

“Nos casos de perfuração, comuns nos acidentes automobilísticos, é importante que o paciente sofra uma intervenção cirúrgica, de preferência, logo nas primeiras seis horas após o trauma”, adverte, lembrando que esta é a melhor forma de garantir uma recuperação eficiente.

Segundo o Dr. Edgar Vicente Siso Villarroel, que publicou um estudo na Internet a respeito, na hora de se socorrer alguém que sofreu um trauma ocular, é necessário elaborar uma história clínica detalhada, com descrição minuciosa do acidente, circunstâncias relacionadas com o agente traumático e o tempo transcorrido antes de receber atenção médica, prestando atenção à agudeza visual como parâmetro de seguimento e prognóstico.

Ele ressalta que os raios X, a ecografia, a tomografia axial computadorizada e a ressonância magnética converteram-se, na modernidade, em técnicas diagnósticas de imagem insubstituíveis, possibilitando ao cirurgião um mapa anatômico detalhado.

Em sua pesquisa, realizada em Caracas, Trabalho de ascensão a categoria de professor assistente no quadro unviersitário, na Faculdade Médica de Caracas, de 1987-1988, com a análise de 100 casos) consta que a Sociedade Nacional de Prevenção da Cegueira dos Estados Unidos estima que a cada ano ocorrem mais de 2,4 milhões de lesões oculares.

Consta, no mesmo trabalho, que, de acordo com a Sociedade Internacional de Prevenção à Cegueira, se considera que a metade dos casos de cegueira se poderia prevenir. A perda de um olho (cegueira monocular) geralmente ocorre na primeira década de vida e se deve a traumatismos oculares mais freqüentes em homens jovens, nas primeiras três décadas de vida, uma vez que estão mais freqüentemente expostos à situações de risco, seja em brigas, nos esportes ou em acidentes de trânsito.

A conclusão do estudo do Dr. Edgar aponta para a necessidade dos programas de prevenção governamentais e para a conscientização dos indivíduos, que tem em mãos as formas de se proteger dos traumas oculares. “A imensa maioria dos acidentes oftalmológicos podem ser prevenidas com aparatos relativamente econômicos”, diz. “Para que a proteção seja eficaz, em relação aos acidentes automobilísticos, recomenda-se o uso de parabrisas laminados, que dão um alto percentual de segurança ante qualquer acidente devido à sua alta resistência de penetração”.

Fontes: http://www.med.ucv.ve/oftalmologia/trauma/index.html - Trabalho ascensão a categoria de professor assistente no quadro unviersitário, na Faculdade Médica de Caracas, de 1987-1988, com a análise de 100 casos, pelo Dr. Edgar Vicente Siso Villarroel.
http://www.cemahospital.com.br - Hospital Especializado em Oftalmologia

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