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Exame de Papanicolau positivo para HPV associado ao câncer de útero

NEW YORK, 24 de novembro – Mulheres que apresentam teste positivo para infecção pelo papilomavirus humano (HPV) no esfregaço de Papanicolau (Pap) têm um risco aumentado de desenvolver câncer cervical (câncer de útero relatam pesquisadores suecos.

Os profissionais médicos já sabem há anos que a infecção pelo HPV pode causar câncer cervical. Contudo, até agora não estava claro se um teste positivo para HPV queria dizer alguma coisa sobre o risco futuro de câncer cervical em mulheres individualmente.

O novo estudo mostrou que mulheres que apresentam evidências de infecção pelo HPV em qualquer exame Pap são mais propensas do que outras mulheres de sua idade a desenvolver câncer cervical, mesmo se o exame de Pap for normal em outros parâmetros que não a infecção. O Dr. Keng-Ling Wallin, do Instituto Karolinska em Estolcomo, Suécia, e colaboradores apresentam seus resultados na edição de novembro do The New England Journal of Medicine.

A prevenção da infecção pelo HPV, através de vacinação ou exames de controle regulares, é necessária para eliminar o câncer cervical, sugere o Dr. Robert D. Burk em um editorial concomitante.

"Existe uma maneira fácil de prevenir a infecção pelo HPV que é a mudança no comportamento sexual," disse Burk à Reuters Health de seu escritório na Escola de Medicina Albert Einstein no Bronx, em Nova York.

O HPV é uma doença sexualmente transmissível, explica Burk. "O percentual de mulheres que não são sexualmente ativas que o apresentam é zero."

Burk também afirma que os homens podem transmitir os vírus às mulheres. Os profissionais da Medicina precisam fazer mais para que os homens atentem para o fato de que eles podem contrair e transmitir o HPV, ele acrescenta.

A equipe de Wallin revisou dados de um programa de triagem que foi conduzido na Suécia de 1969 a 1995 para detecção de câncer cervical. Eles compararam os esfregaços de Pap HPV-positivos de 118 mulheres que eventualmente desenvolveram câncer cervical com os esfregaços HPV-positivos de 118 mulheres que permaneceram saudáveis.

Na época do diagnóstico, 80 mulheres com câncer cervical examinadas foram positivas para infecção pelo HPV. Em contraste, somente 4 das mulheres saudáveis que foram reexaminadas em ocasiões comparáveis tiveram exames positivos, observam os autores.

Além disto, em todas as mulheres que desenvolveram câncer, o tipo de HPV no esfregaço de Pap foi o mesmo tipo de HPV encontrado na amostra da biópsia. Nenhuma das mulheres saudáveis apresentaram o mesmo tipo de HPV em ambos os esfregaços de Pap, de acordo com o estudo.

Em seu editorial, Burk recomenda que a triagem para HPV e câncer cervical devem ser realizadas juntas para identificar a infecção persistente pelo HPV. Ele explica que certos tipos de HPV, particularmente aqueles que causam infecção persistente, têm chance maior do que outros de levar a câncer cervical.

FONTE: The New England Journal of Medicine 1999;341:1633-1638, 1687-1688.
Publicado em Bibliomed Saúde em 29/11/1999

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