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Artigos de saúde

Erva de São João e Doença de Crohn

© Equipe Editorial Bibliomed

Nos últimos anos, tem havido um interesse tremendo no uso de ervas naturais para tratar várias doenças diferentes. Entretanto, poucos produtos naturais foram objeto de pesquisas científicas padronizadas para avaliar sua eficácia e potencial de efeitos colaterais.

A Erva de São João ou Hipérico (Hipericum perforatum) possui propriedades valiosas no tratamento da depressão, sendo bastante utilizada no tratamento de vários distúrbios do humor. Apesar de não existirem estudos específicos relacionando o emprego do Hipérico em pacientes com Crohn, é provável que esta erva possua uma ação benéfica ao reduzir os componentes de ansiedade e depressão freqüentemente associados à doença.

O extrato das flores de Erva de São João é rico em pectinas, hipericina, flavonóides, fitoesteróis, carotenos e vitamina C, entre outras substâncias. Um grande estudo científico realizado na Inglaterra pelos cientistas Drs. Philipp, Kohnen e Hiller, que incluiu a avaliação de mais de 250 pacientes durante 2 meses, comprovou que a Erva de São João é tão eficaz quanto a Imipramina no tratamento da depressão, além de ser uma opção segura para melhorar a qualidade de vida.

Os efeitos do Hipérico podem levar até 4 semanas para serem sentidos. A Erva de São João também pode ser encontrada na forma de cápsulas padronizadas contendo de extrato de Hipericum perforatum.

A erva de São João não é recomendada para pessoas com diabetes, HIV ou que receberam órgãos transplantados (a Erva pode interferir com a eficácia dos medicamentos utilizados para evitar a rejeição do órgão).

Devido às suas propriedades estimulantes sobre o Sistema Nervoso Central, o Hipérico e pode causar desequilíbrio mental em pessoas portadores de Mal de Alzheimer, Distúrbio Maníaco-Depressivo ou Esquizofrenia. Indivíduos com hipersensibilidade à Erva de São João devem evitar seu uso.

Pessoas que estão fazendo uso deste fitoterápico também devem evitar exposição direta ao sol durante o período do tratamento. Seu consumo excessivo pode provocar efeitos colaterais tais como confusão mental, euforia, febre, alucinações, dores de cabeça, vertigens, irritabilidade, sensação de boca seca, dificuldade de coordenação motora, náuseas, suores profusos e vômitos.

A erva de São João deve ser utilizada com cautela em pessoas que estão fazendo uso de remédios antidepressivos, antialérgicos, inibidores da MAO, antifúngicos e anti-hipertensivos da classe dos bloqueadores de canais de cálcio (p.ex., diltiazem e nifedipina).

Finalmente, a Erva de São João pode diminuir os efeitos da Digoxina e potencializar o efeito de fitoterápicos e drogas com propriedades anticonvulsivantes (p.ex., carbamazepina, fenitoína, ácido valpróico, fenobarbital) e sedativas (p.ex., diazepam).

Copyright © 2007 Bibliomed, Inc.                                        21 de dezembro de 2007



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