Publicidade

Artigos de saúde

Técnica Pode Ajudar a Realização de Vários Tratamentos

A hipnose é um estado alterado de consciência e, segundo o dicionário Aurélio, sob o ponto de vista psiquiátrico pode ser definido como um estado mental semelhante ao sono, provocado artificialmente, e no qual o indivíduo continua capaz de obedecer às sugestões feitas pelo hipnotizador. No sentido figurativo, ela pode ser definida como modorra, sonolência, torpor.

Segundo Dr. Willian Vitarelli, colo-proctologista e especialista Master-practitioner em Programação Neurolingüística e membro do Departamento de Hipniatria da Associação Médica de Minas Gerais, a hipnose é antiga como o próprio homem. Há provas de que os Egípcios, os assírios-babilônicos, os romanos, os astecas e os maias já utilizavam a hipnose para tratar dos doentes.

Definida com outros termos, a hipnose, desde sempre é patrimônio da filosofia e da medicina ocidental e oriental, tanto a antiga quanto à contemporânea. No Ocidente, a hipnose moderna começou com o médico alemão Franz Anton Mesmer, na segunda metade do século XVIII. Em 1843, o médico inglês James Braid, publicou o primeiro tratado científico sobre esta ciência, codificando o termo "Hipnose", que deriva da palavra grega "Hipnos", que significa sono. As maiores descobertas sobre hipnose aconteceram na segunda metade do século XIX, graças aos trabalhos de célebres clínicos como Charcot, Liebeault e Bernheim.

Segundo o médico William Vitarelli, especialista em hipnoterapia, a hipnose deve ser feita por um médico, um dentista ou um psicólogo com larga experiência, e nunca por uma pessoa leiga. Existem várias técnicas para a realização da hipnose. Para se atingir um estado alterado de consciência, cada profissional utiliza aquela que tem mais domínio, mas todas atingem o mesmo objetivo que é levar o paciente a um estado alterado de consciência.

A hipnose possui duas utilidades. A primeira como um processo terapêutico, a hipnoanálise e o método psicanalítico em que se hipnotiza o paciente para obter informações analíticas, livres associação e reações emocionais da infância e como um auxílio em um procedimento médico-odontológico, por exemplo: aliviando a dor para ser realizado um procedimento médico-odontológico que seria desconfortável, ou mesmo doloroso (exame endoscópico, ginecológico, anestesia), etc.

Dr. William Vitarelli explica que todas os pacientes são hipnotizáveis, alguns entram num estado alterado de consciência mais rapidamente e mais profundamente que outros enquanto outros demoram mais a atingir este estado alterado de consciência, mas todos os pacientes têm a habilidade de entrar num estado alterado de consciência.

Dr. William frisa que a hipnose uma vez feita por um profissional capacitado, um médico, um dentista ou um psicólogo, não provoca nenhum perigo, porém se feita por uma pessoa leiga pode de alguma maneira prejudicar, mas nada que também não possa ser revertido.

Lendas e Mitos

Existem várias lendas e mitos sobre a questão da hipnose. Entre elas, o médico destaca um dos mais tradicionais questionamentos sobre o assunto, como por exemplo sobre a possibilidade de um paciente não voltar do estado hipnótico. Dr. William esclarece que não, pois todas os pacientes voltam ao estado normal de consciência. Alguns pacientes demoram um pouco mais para voltar ao estado normal de consciência por vários motivos, tais como: manter-se num estado alterado de consciência às vezes é tão agradável que algumas pessoas ficam por um tempo maior neste estado devido a esta sensação de bem estar, ou durante o processo de hipnoanálise o paciente ainda está processando e quando o procedimento o favorece fica até terminar levando assim algum tempo para retornar ao estado normal de consciência, ou o paciente está muito cansado e aproveita este momento de relaxamento para descansar um pouco.

Outra dúvida freqüente é saber se um paciente sob hipnose está sob o comando do médico. O médico responde que não, pois todo paciente mantém sua consciência, ele está apenas num estado alterado de consciência, que apenas facilita o processo. O paciente em hipnose só realiza aquilo que faria em estado normal de consciência, a hipnose é apenas um facilitador para se atingir o objetivo proposto.

O especialista esclarece uma outra pergunta bastante freqüente sobre o assunto que para estar em hipnose o paciente tem que dormir. Ele explica que a hipnose não é sono, é apenas um estado alterado de consciência, como o processo é relaxante e dá uma sensação de bem estar, normalmente o paciente dorme durante a hipnose, mas não tem que estar dormindo para estar num estado alterado de consciência, esclarece o especialista.

Dados Históricos

A hipnose foi o ponto de partida de Freud e dos primeiros psicanalistas. Ele utilizava o método catártico para o tratamento dos seus pacientes, ou seja, ajudava-os a pôr para fora emoções até então embutidas na própria mente. As contínuas pesquisas e a estreita colaboração e troca de informações entre cientistas levaram a definir conceitos fundamentais, válidos ainda hoje. Foi desenvolvendo a hipnose e as suas aplicações em seus pacientes que Freud codificou as bases da Psicanálise. A definição de consciente e inconsciente, as técnicas de abordagem do paciente, a interpretação, a transferência etc., são marcos fundamentais da moderna psicologia. Assim como todos os cientistas e pesquisadores, Freud começou a desenvolver esta nova técnica de tratamento e deixou de se utilizar a hipnose propriamente dita na sua prática terapêutica, também porque percebeu que somente um pequeno número de pacientes entrava naquele estado sonambúlico que, para a época, era o objetivo principal da indução hipnótica.

Depois da Segunda Guerra Mundial, já nos anos 50, a hipnose obteve uma posição científica, época quando foram constituídas importantes associações médicas de estudo, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. Os principais pesquisadores sobre hipnose foram M. Erickson e L. Wolberg, nos Estados Unidos, F. Granone, na Itália e L. Chertok, na França .

A hipnose pode ainda ser definida como um estado manifestado por uma introjeção da mente para o interior, que facilita um aumento da criação imaginativa, privilegia o raciocínio indutivo sobre o dedutivo e reduz a necessidade do exame da realidade, fornecendo assim uma disposição mental em que algumas idéias podem ser recebidas e experimentadas de maneira tão real, que é possível revivê-las.

M. Erickson considera o estado hipnótico como um estado de atenção e receptividade intensificado e de aumentada reatividade a uma idéia ou série de idéias. Ele especifica que o transe terapêutico é um período durante o qual os pacientes têm condições de quebrar as próprias limitadas estruturas e sistemas de crenças de tal maneira a poder experimentar outros modelos de funcionamento sobre si mesmos.

Já o estudioso italiano define por hipnotismo a possibilidade de induzir num sujeito um específico estado psicofísico que permite influenciar as condições psíquicas, somáticas e viscerais do paciente, através do relacionamento criado entre este último e seu médico.

Esta definição evidencia a importância do relacionamento médico - paciente como momento fundamental da relação hipno-terapêutica.

O estado hipnótico é um estado de consciência alterado, mas simultâneo a um estado natural. É importante destacar como existem diariamente experiências de estados hipnóticos. Isso acontece quando estamos completamente absorvidos na leitura de um livro ou quando estamos dirigindo quase automaticamente, percorrendo um caminho que nos é familiar. Nestas situações, na grande maioria das vezes, conseguimos não ser incomodados por estímulos não desejados, como por exemplo, um barulho externo. Tudo isso acontece sem que seja eliminada a nossa consciência do estado de vigília.

Copyright © 2000 eHealth Latin America



Publicidade

Dicionário Médico

Digite o termo desejado

buscar

Ou clique na primeira letra do termo: