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Artigos de saúde

Em Caso de Emergência

Na terça-feira, 31 de agosto de 1999, logo depois do entardecer, todos os meios de comunicação informativos da Argentina compartiam o mesmo título explosivo: às 20 hs e 54 minutos, o vôo da LAPA (Linhas Aéreas Privadas Argentinas) com destino à Córdoba havia sofrido um acidente ao decolar do aeroparque Jorge Newbery de Buenos Aires.

Imediatamente após deter-se na entrada de um complexo de lazer, Punta Carrasco, o avião explodiu e ardeu em chamas. Milhares de imagens mostraram esta fatídica noite de tragédia ,os famliares das vítimas e os sobreviventes.

Nelas havia algo que se repetia, a cruz vermelha nos ombros de pessoas anônimas que colaboravam no salvamento, ajudavam a transportar as vítimas, ou ofereciam apoio psicológico e atenção sanitária aos familiares que tiveram que ir ao necrotério para reconhecer algum parente ou, que esperavam saber se seu filho ou irmão estavam vivos.

Uma instituição sem manchas

Fundada por Henry Dunant, filantropo, escritor e banqueiro, a Cruz Vermelha é uma das poucas instituições inatacáveis até hoje. Em 1859, em visita à Lombardia na Itália, o Sr. Dunant foi testemunha da célebre Batalha de Solferino. A experiência o comoveu a tal ponto que decidiu fundar uma organização que serviria para ajudar os feridos abandonados à sua sorte, tanto nas guerras como nas catástrofes.

Assim nasceu o Movimento Internacional da Cruz Vermelha, sem fins lucrativos, o qual está sempre presente nos lugares que chegam a primeira página dos jornais por situações dramáticas como incêndios, terremotos ou furacões. Espalhada pelo mundo todo, hoje este movimento é formado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), pela Federação Internacional da Cruz Vermelha e Meia-lua Vermelha e pelas Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e da Meia-luaVermelha.

O Comitê Internacional têm como missão exclusiva proteger a vida e a dignidade das vítimas da guerra e da violência interna, assim como prestar-lhes assistência. A partir do CICV, fundado em 1863, originou-se o Movimento Internacional da Cruz Vermelha. A Federação Internacional da Cruz Vermelha e da Meia-lua Vermelha, por sua vez, ocupam-se de facilitar e ampliar sob todas suas formas, a ação humanitária dos membros das Sociedades Nacionais, com o objetivo de melhorar a situação das pessoas mais vulneráveis.

Fundada em 1919, a federação dirige e coordena a assistência internacional do movimento em favor das vítimas de desastres naturais e de refugiados, assim como, atua em emergências sanitárias e procura fortalecer a capacidade dos membros das diferentes sociedades nacionais para realizar programas eficazes de preparação em previsão de desastres, e ainda outras atividades relacionadas à saúde da população e a promoção do bem-estar social.

Enfim, as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e da Meia-lua Vermelha, trabalham como auxiliares dos poderes públicos em seus respectivos países em âmbito humanitário, oferecendo uma variada gama de serviços que vão desde programas de socorro em caso de desastres até os de saúde e assistência social.

Sete regras de honra

Sete palavras definem e regem a atividade da Cruz Vermelha e todas as suas ramificações: humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universalidade. O que significam?

Humanidade, que presta auxílio sem discriminação de cor, de raça, de grupo ou de posição social; imparcialidade, que dedica-se unicamente a socorrer aos indivíduos em proporção aos sofrimentos, remediando suas necessidades e dando prioridade às mais urgentes; neutralidade, que se abstem de tomar partido em hostilidades de ordem política, racial, religiosa ou ideológica; independência, ainda que esteja submetida as leis que regem os distintos países, as diferentes ramificações conservam uma autonomia que as permitem atuar sempre de acordo com os princípios do movimento; voluntariado, que seus integrantes de socorro são voluntários e sua ajuda é de carácter desinteressado; unidade, que somente pode existir uma Sociedade da Cruz Vermelha ou da Meia-lua Vermelha por país, que seja acessível a todos e atenda a totalidade do território; e por último a universalidade, em virtude da qual deixam estabelecidos que o Movimento Internacional da Cruz Vermelha, em cujo o seio todas as Sociedades possuem os mesmos direitos e o dever de ajudar-se mutuamente, é universal.

Na Argentina, a Cruz Vermelha capacita anualmente 5.000 pessoas na área de primeiros socorros, o que muitas vezes significa a diferença entre a vida e a morte em casos de emergências, desastres naturais, graves acidentes, etc.

Segundo dados da mesma fonte, uma pessoa que recebe ressucitação cárdio-pulmonar (RCP), antes da chegada da ambulância tem 22% mais de probabilidade de sobreviver. Entretanto, se uma não tem conhecimentos de primeiros socorros é prefirível que não atenda a vítima.

Enquanto o médico não chega

Se você estiver presente em uma emergência, aqui estão alguns conselhos para ter em conta durante a espera do médico.

Em casos de hemorragia deve-se colocar um pano limpo na ferida e pressionar até que pare de sangrar. Ao contrário do que prega a sabedoria popular, nunca deve-se utilizar um torniquete. Se a pessoa tem algum objeto cravado, não o retire.

Ao encontrar-se frente a uma pessoa imobilizada por um acidente, nunca a mova ao menos que exista um incêndio ou perigo de explosão. Neste caso, se for possível deve-se arrastar a pessoa sobre um cobertor ou um tecido grande.

Se alguém tem dificuldades respiratórias, peça-lhe que tussa. Se não poder fazer, deve-se abraça-lo por trás e pressionar, com ambas as mãos, seu estômago para tentar liberar a obstrução. Em caso de um bebê, deve-se colocá-lo de cabeça-para-baixo, segurando-lhe pelos pés e golpeá-lo sobre os omoplatas para liberar o objeto.

Se o problema for uma queimadura, seja térmica ou por produtos químicos, o primeiro passo é deixar correr água fria sobre a ferida. Se a roupa da vítima estiver grudada na queimadura, não tente arrancá-la e tampouco aplique sabão, ungüentos, nem remédios caseiros sobre a queimadura.

Estes conhecimentos úteis e outras técnicas necessárias para que qualquer pessoa possa intervir em um caso de emergência, podem ser aprendidos em cursos relativamente curtos, nas sucursais da Cruz Vermelha de cada país.

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