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Artigos de saúde

Métodos de Contracepção: Resumo

O que é contracepção?

A contracepção (controle da natalidade) é o termo usado para a prevenção da gravidez. Existem muitas formas de prevenção à gravidez.

Algumas são muito mais eficientes que outras, que vão desde o uso de medicamentos hormonais, dispositivos anticoncepcionais (barreiras), períodos de abstinência sexual, e até cirurgia. A seguir serão informados alguns procedimentos básicos sobre estes vários métodos que poderão ajudar na escolha de qual método é melhor para você e seu estilo de vida.

Lembre-se de ponderar que o método que escolher deverá protegê-lo também de doenças sexualmente transmissíveis. Às vezes terá que usar mais de um método para prevenir gravidez e doenças.

O preservativo masculino de látex e o preservativo feminino de poliuretano são os melhores métodos de proteção atualmente disponíveis contra doenças sexualmente transmissíveis.

Eles são a única forma de reduzir o risco de ser infectado durante o ato sexual com o HIV, o vírus que causa AIDS. Os métodos anticoncepcionais nos quais são usados hormônios, tabelas baseadas no ciclo menstrual, e coito interrompido não dão qualquer proteção contra doenças.

Quais são os métodos diferentes de contracepção?

Medicamentos Hormonais

Pílulas contraceptivas (preservativos orais), Norplant, e Depo-Provera contém formas sintéticas dos hormônios progesterona e/ou estrogênio que impedem os ovários de uma mulher de liberarem um óvulo todo mês. Eles também espessam o muco cervical, que então age como uma barreira para o espermatozóide.

Uma mulher toma pílulas anticoncepcionais de acordo com um horário diário prescrito pelo médico. Depo-Provera é administrado através de uma injeção e evita gravidez por 3 meses. Norplant é um conjunto de cápsulas pequenas, finas, flexíveis que são colocados sob a pele do braço da mulher e evita gravidez por até 5 anos, período permitido de permanência dos implantes no local.

Todas estas formas hormonais de controle da natalidade exigem visitas ao médico para prévia prescrição, injeção, ou introdução das cápsulas.

Dispositivos Anticoncepcionais

A maioria dos dispositivos anticoncepcionais formam barreiras físicas ou químicas que impedem que o espermatozóide adentre o útero da mulher.

O preservativo masculino é um tubo de material fino (borracha de látex) que é rolado sobre o pênis ereto antes do contato do pênis com os órgãos genitais femininos. O preservativo masculino fornece a melhor proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, inclusive o HIV.

O preservativo feminino é uma bolsa de 17 centímetros de comprimento de poliuretano com dois anéis flexíveis que é inserido na vagina antes da relação sexual. Ele cobre a cérvice, vagina, e a área em torno da vagina. Como o preservativo de látex masculino, o preservativo feminino fornece proteção contra algumas doenças sexualmente transmissíveis, inclusive o HIV.

Os espermicidas são substâncias químicas de destruição de espermatozóide e que estão disponíveis nas formas de espuma, geléia, tabletes, supositórios vaginais, ou creme. São inseridos na vagina nos 30 minutos que antecedem a relação sexual e não devem ser usados isoladamente se quiser maior segurança, pois alguns, apesar de protegerem contra vírus, não protegem contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Os preservativos e espermicidas podem ser comprados em drogarias e supermercados sem uma prescrição médica.

O diafragma é uma cúpula de borracha macia estirada acima de um anel flexível. Não mais do que 3 horas antes da relação sexual, o diafragma deve ser preenchido com uma geléia ou creme espermicida e inserido na vagina e acima da cérvice (cérvice ou colo é a abertura do útero).

O capuz cervical é feito de borracha de látex ou plástico e tem o formato de uma xícara. É menor e mais rígido que o diafragma. Não mais do que 24 horas antes da relação sexual, o capuz deve ser preenchido com uma geléia ou creme espermicida e inserido na vagina e acima da cérvice.

O dispositivo intra-uterino (DIU) é feito de material plástico pequeno contendo cobre ou hormônios. Em vez de impedir a entrada do espermatozóide no útero, o DIU muda o ambiente físico da área reprodutiva, o que impede o óvulo de ser fertilizado ou implantando no útero. O DIU é inserido no útero por um profissional médico. Dependendo do material, este pode permanecer alojado por 1 a 10 anos antes de precisar ser substituído.

O diafragma e capuz cervicais exigem revisão médica periódica. O DIU exige que a inserção e remoção sejam feitas por um médico.

Planejamento familiar natural e o Coito interrompido

Os métodos naturais de planejamento familiar, mais comumente conhecido como método da tabela, não dependem de quaisquer dispositivos ou drogas. Para prevenir gravidez utilizando este método, relações sexuais devem ser evitadas por mais ou menos de 7 a 10 dias durante cada ciclo menstrual. Para saber quando é mais seguro manter relações sexuais, a temperatura corporal e as mudanças no muco cervical precisam ser registradas diariamente.

O método do coito interrompido implica na retirada do pênis do interior da vagina antes que haja ejaculação. Pode haver depósito acidental de espermatozóides no interior da vagina antes ou durante a retirada do pênis, o que torna este método inseguro.

Esterilização

A esterilização é a interrupção cirúrgica do canal por onde são conduzidos normalmente o espermatozóide ou óvulos.

Em uma vasectomia o cirurgião corta e interdita os tubos que conduziriam os espermatozóides. A esterilização feminina envolve a interdição das trompas de Falópio, que levam os óvulos dos ovários até o útero.

Como os vários métodos previnem gravidez?

O quadro seguinte mostra porcentagens típicas em que os métodos contraceptivos falharam. A taxa é baseada no resultado do número de gravidez esperada por 100 mulheres durante 1 ano em que foi usado determinado método. Estas porcentagens variam a depender de como e com qual freqüência cada método foi seguido. O uso combinado de mais de um método pode diminuir as chances de que haja falha.

O controle da natalidade 

Primeiro Ano de Uso

Método

(uso típico)

Espermicidas 21%
Abstinência periódica 20%
Coito interrompido 19%
Capuz
As mulheres que deram a luz 36%
As mulheres que não deram a luz 18%
Diafragma 18%
Preservativo
Feminino 21%
Masculino 12%
Pílula 3%
DIU
Progesterona T 2.0%
Cobre T 380A 0.8%
LNg 20 0.1%
Depo-Provera 0.3%
Norplant (6 Cápsulas) 0.09%
Esterilização feminina 0.4%
Esterilização masculina 0.15%
Hatcher, R.; Trussel, J.; Stewart, F.; Stewart, G.; Kowal, D.; Guest, F.; Cates, W., Jr.; Policar, M. [Anticoncepcional ] [Tecnologia]. (Nova Iorque: Irvington Publishers, Inc., 1994). Mesa 5-2. Adaptada com permissão.

Como é evidente, além da esterilização,os medicamentos hormonais e o DIU são os métodos mais eficientes de contracepção. Porém, o diafragma e o capuz cervical podem ser quase tão confiáveis se forem corretamente usados.

Os métodos menos confiáveis são o uso isolado de espermicida, planejamento com base no ciclo menstrual ("tabela"), coito interrompido, e preservativo feminino.

Desenvolvido por Phyllis G.Cooper, R.N., M.N., e Sistemas de Referências Clínicas.
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