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Artigos de saúde

Geriatria: Pesquisador Norte-Americano Apresenta Novos Estudos

Os cônjuges que cuidam de seus parceiros (cuidadores) sofrendo de doenças da velhice possuem 63% a mais de chance de falecerem mais cedo – devido ao estresse sofrido – em relação a quem não tem esta responsabilidade.

Este foi o resultado da pesquisa “Estresse e Mortalidade de Cuidadores” apresentada pelo psicólogo e professor da Universidade de Pittsburgh na Pensilvânia (EUA), Richard Schulz.

O estudo – que teve início em 1989 – acompanhou 600 casais com idade superior a 65 anos durante cinco anos e teve o seu resultado publicado na Revista Journal of American Medical Association (JAMA) em 15 de dezembro do ano passado.

Segundo o pesquisador, o estresse dos cuidadores é gerado devido a uma série de fatores: as exigências físicas; o atendimento de atividades corriqueiras da vida do indivíduo (comer, caminhar, tomar banho); a vigilância constante necessária no caso de pacientes com demência; o quadro de queda das funções físicas e mentais de um parente próximo acarreta estresse emocional e falta de sono, além de outros aspectos.

“É muito difícil observar uma pessoa próxima começar a entrar neste processo, pois se sabe que mais cedo ou mais tarde ela acabará falecendo”, afirma.

O psicólogo aconselha que o tratamento deve ser feito paralelamente: à medida que se cuida do doente, também se trata do cuidador. “Para minimizar esta situação, é preciso que se passem informações sobre como tratar da doença e como lidar com o paciente. Além disso, deve-se dar ajuda direta ao cuidador provendo tratamento psicofarmacológico e/ou psicoterápico”, explica o pesquisador.

Um outro dado apresentado pela pesquisa diz que nem todos os cuidadores (esposo/ esposa) ficam estressados. Segundo o estudo, no qual não se incluem os filhos do casal, 45% apresentam estresse; 35% não estavam estressados e 20% contratavam profissionais ou enfermeiros para prover os cuidados, não se envolvendo com a situação.

De acordo com o coordenador, o ideal é que se faça um trabalho coordenado para a assistência da pessoa: o familiar presta auxílio e um carinho que somente ele pode fornecer, ao passo que o sistema de saúde fornece uma variedade de serviços para o cidadão, visando atender às diversas demandas existentes.

“A família necessita de auxílio neste trabalho e, caso seja possível, contratar um profissional é uma boa opção”. Para a parcela da população que não tem condições de optar por uma assistência profissional, é necessário que os órgãos públicos sejam capazes de prestar serviço de qualidade para este idoso.

“Nos Estados Unidos, estamos atentos para prover o melhor, mas ainda não é o suficiente”, afirma.

Processo de envelhecimento

Outro estudo apresentado foi o “Personalidade e Envelhecimento” com o qual – segundo Richard Schulz – todos nós devemos nos preocupar, pois, atualmente, 10% da população mundial está acima dos 65 anos; em 2005, este número será de 17%; e em 2015 o índice dobra.

De acordo com a pesquisa, com a idade a pessoa se defronta com um desafio: saber lidar com a queda de sua função física, cognitiva e motora. “Na maioria dos casos, os idosos são incrivelmente capazes de trabalhar esta questão”, afirma o pesquisador dando a receita para o bom envelhecimento.

“É necessário que se busquem novos interesses, enfatizando as habilidades destas pessoas e os conhecimentos e coisas que elas dominam. Um exemplo disso é a maneira como os idosos são capazes de produzir interações sociais positivas. O conflito é característica do jovem. As chaves para um envelhecimento saudável residem na manutenção das capacidades da pessoa”.

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