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Qual a Relação Entre Hipertensão e Doenças Coronárias Entre os Diferentes Povos?

A hipertensão arterial é um fator de risco reconhecido como causador de morte por doença coronária (que levam à angina e ao infarto do miocárdio). Entretanto, não se sabe se o risco de morte por doença coronária relacionada com hipertensão arterial varia entre os diversos povos.

Em artigo publicado na revista The New England Journal of Medicine da última semana, a Dra. Peggy C.W. van den Hoogen e seus colaboradores, do Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente, em Bilthoven, Holanda, avaliaram seis populações em diferentes partes do mundo, examinando a pressão arterial sistólica e diastólica das pessoas, e relacionando os dados obtidos com a mortalidade a longo prazo causada por doença coronária.

A equipe da Dra. van den Hoogen procurou analisar os dados obtidos tanto ajustando como não ajustando variáveis para outros fatores de risco, que também levam à morte por doença coronária.

A pressão sangüínea basal foi medida em 12.031 homens com idade entre 40 e 59 anos; estas pessoas não eram portadoras de doença coronária quando da análise inicial. Seguindo os pacientes por 25 anos, verificou-se que 1.291 deles vieram a falecer de causas cardíacas por doença coronária.

Em pacientes com pressões sistólica e diastólica de cerca de140 e de 85 mm Hg, respectivamente, a mortalidade por doença coronária após 25 anos teve uma variação de mais de três vezes entre as diversos populações.

Os índices mais elevados se encontraram nos Estados Unidos e no norte da Europa (aproximadamente 70 mortes por 10.000 pessoas-anos); no Japão e na região mediterrânea da Europa foram baixos estes índices foram baixos (aproximadamente 20 mortes por 10.000 pessoas-anos).

Nos pacientes previamente hipertensos, ocorreu um aumento relativo semelhante da mortalidade após 25 anos por doença coronária em todas as populações. O risco relativo geral não ajustado da taxa de mortalidade por causa cardíaca coronária foi de 1,17 por cada aumento de 10 mmHg da pressão sistólica, e de 1,13 por cada 5 mmHg de aumento na pressão diastólica.

Os autores concluíram que entre essas populações estudadas, o risco relativo de mortalidade a longo prazo por doença coronária em aumentos iguais na pressão arterial é semelhante, enquanto que o risco absoluto do mesmo nível de pressão sangüínea varia substancialmente.

Estas variações podem ter implicações no tratamento anti-hipertensivo nas diversas partes do mundo, em relação ao tipo de medicação utilizada.

Em um editorial no mesmo número da revista, o Dr. Stephen MacMahon ao comentar o artigo, diz que estes achados dão um certo embasamento à idéia de que se devam esperar benefícios de uma terapêutica mais intensiva em pacientes em populações de risco aumentado para doença coronária, independentemente de se forem hipertensos ou não.

Fonte: N Engl J Med 2000;342:1-8.

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