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Déficit de ômega-3 pode levar à depressão

31 de janeiro de 2011 (Bibliomed). Muitas doenças são associadas ao déficit de ômega-3 no organismo.  Agora um novo estudo realizado por pesquisadores do Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale (Inserm), na França, descobriu que a redução dos níveis de ômega-3 têm efeitos nocivos sobre as funções sinápticas e comportamentos emocionais.

Com a industrialização, ao longo do século 20, a dieta vem sendo empobrecida em ômega-3. Da mesma forma, a relação entre a dieta de omega-6 ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 e ácido omega-3 gordos poliinsaturados aumentou continuamente ao longo do mesmo século. Esses ácidos são considerados lipídios essenciais, já que o organismo humano não consegue sintetizá-los sozinhos tendo que ser obtidos via alimentação.

Os pesquisadores levantaram a hipótese de que a desnutrição crônica durante o desenvolvimento intra-uterino pode influenciar a atividade sináptica envolvidos no comportamento emocional, causando, por exemplo, depressão e ansiedade na vida adulta. O estudo foi realizado com ratos alimentados com uma dieta baixa em ácidos graxos ômega-3 e ômega-6. Os pesquisadores perceberam que a deficiência em ômega-3 provocou perturbação na comunicação cerebral.

Os pesquisadores observaram que apenas os cannabinoid receptors, que desempenham um papel estratégico na neurotransmissão, sofreram uma perda completa de função. Essa disfunção neuronal foi acompanhada por comportamentos depressivos entre os ratos desnutridos.

Fonte: Nature neuroscience. 30 de janeiro de 2011.

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