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Quase um quinto dos pacientes se arrependem da vasectomia, alertam especialistas

04 de agosto de 2009 (Bibliomed). Dados divulgados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) revelam que 17% dos homens submetidos à vasectomia – procedimento cirúrgico usado para que o homem não tenha mais filhos – se arrependem da cirurgia ao longo da vida. O método consiste na interrupção da circulação dos espermatozóides, sendo método de contracepção seguro e que não causa distúrbios de ereção.

Preocupado com o fato de que muitos se arrependem da cirurgia, o CFM acaba de baixar uma resolução com normas técnicas para a cirurgia, visando desencorajar a esterilização precoce. "Um alerta aos homens jovens, especialmente na faixa de 18 a 24 anos: a vasectomia não pode se tornar uma cirurgia corriqueira", destacaram os especialistas, em nota para a imprensa.

A posição do Conselho é de que o médico que se propuser a realizar a cirurgia terá de estar habilitado também para reverter o processo, pois o paciente pode se arrepender posteriormente. Segundo o médico Edvard Araújo, coordenador da Comissão do Médico Jovem do CFM, "o percentual de insucessos é grande quando um homem pretende refazer sua capacidade de ser pai, por isso a vasectomia não pode se transformar em procedimento massificado".

O especialista destaca que o ato médico de esterilização cirúrgica masculina não é apenas um procedimento de esterilização, mas um ato mais complexo que exige cuidados não previstos em lei. Daí a preocupação de que o médico que realizou a vasectomia precisa estar apto também a outros tipos de intercorrências e à reversão do procedimento.

Para assegurar mais segurança aos pacientes, o órgão estabeleceu o prazo de 60 dias entre a vontade manifestada e a realização da cirurgia, para que o homem possa amadurecer sua decisão. Esse prazo é considerado importante para a conscientização dos homens a respeito de vários métodos de contracepção.

O Conselho ressalta, ainda, que antes de se submeter à vasectomia o paciente deve buscar informações completas sobre o procedimento e procurar um médico devidamente habilitado, considerando todas as repercussões da esterilização e as suas consequências.

Fonte: Paz Comunicação/ Conselho Federal de Medicina. Press release. 30 de julho de 2009.

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