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Creatina mostra potencial no tratamento da depressão, mas ainda faltam evidências

20 de outubro de 2026 (Bibliomed). Conhecida por seu uso para melhorar o desempenho físico, a creatina também está sendo investigada como um possível tratamento complementar para a depressão. No entanto, uma revisão científica concluiu que as evidências ainda são insuficientes para recomendar seu uso de forma rotineira.

Os pesquisadores analisaram cinco estudos clínicos envolvendo 238 pacientes. Em dois deles, principalmente com mulheres, a creatina potencializou os efeitos do antidepressivo escitalopram ou da terapia cognitivo-comportamental, levando a maior melhora dos sintomas.

Por outro lado, três pesquisas não encontraram benefícios significativos. Em pacientes com transtorno bipolar, inclusive, alguns participantes desenvolveram episódios de hipomania ou mania, indicando que o suplemento deve ser utilizado com cautela.

A hipótese é que a creatina possa favorecer o funcionamento das células cerebrais ao aumentar a disponibilidade de energia e influenciar neurotransmissores ligados ao humor, como serotonina e dopamina.

Os especialistas ressaltam que a creatina não substitui antidepressivos nem psicoterapia. São necessários estudos maiores e de longa duração para esclarecer sua eficácia, segurança e identificar quais pacientes realmente podem se beneficiar desse tratamento.

Fonte: Brain Medicine. DOI: 10.61373/bm026l.0039.

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