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Gene ligado ao Alzheimer pode alterar o cérebro antes da perda de memória

26 de junho de 2026 (Bibliomed). O gene APOE4, considerado o principal fator genético de risco para doença de Alzheimer, pode alterar o cérebro muito antes do aparecimento dos primeiros sintomas. A conclusão vem de um estudo publicado na revista Nature Aging.

Em modelos experimentais, os pesquisadores observaram que o APOE4 aumenta a produção de uma proteína chamada Nell2. Esse aumento parece deixar certos neurônios menores e mais hiperativos, ou seja, mais propensos a disparar sinais de forma exagerada. As alterações ocorreram em regiões do hipocampo, área fundamental para a memória.

O estudo sugere que quanto maior a hiperatividade neuronal nas fases iniciais, maior pode ser o risco de problemas de memória no futuro. Esse achado ajuda a explicar como o APOE4 pode contribuir para o declínio cognitivo ao longo do tempo.

Um resultado promissor foi que, ao reduzir a produção de Nell2, os neurônios recuperaram características mais próximas do normal, inclusive em animais adultos. No futuro, bloquear essa proteína pode ser uma estratégia para prevenir ou retardar alterações cerebrais em pessoas com maior risco genético.

Fonte: Nature Aging. DOI: 10.1038/s43587-026-01096-0.

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