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18 de junho de 2026 (Bibliomed). Adolescentes tendem a dormir mais tarde, e com isso a terem dificuldade para acordar cedo. Isso acontece porque seu organismo está biologicamente programado assim, pois seu relógio biológico está passando por adequações para a vida adulta. O resultado disso é que a maioria dos adolescentes não dorme o suficiente nos dias de aula, e seus déficits de sono aumentam conforme a semana avança.
Pesquisa realizada na Universidade de Zurique, na Suíça, analisou estudantes de uma escola francesa com horário mais flexível para identificar o impacto do horário inicial de aula com o padrão de sono e o desempenho acadêmico dos estudantes.
Os alunos, com idade média de 14 anos, foram entrevistados uma vez sob o modelo escolar antigo, com início das aulas às 7h20, e uma segunda vez um ano depois, sob o novo modelo. A equipe de pesquisa avaliou um total de 754 respostas.
Os resultados são inequívocos: 95% dos alunos aproveitaram a opção de começar as aulas mais tarde – em média, 38 minutos mais tarde do que no sistema anterior. Como resultado, os adolescentes puderam acordar 40 minutos mais tarde pela manhã. Como continuaram a ir para a cama por volta do mesmo horário, a quantidade total de sono aumentou: nos dias de aula, os alunos dormiram, em média, 45 minutos a mais.
Havia também outras vantagens: os alunos relataram menos problemas para dormir e uma melhora na qualidade de vida relacionada à saúde. Com o novo modelo, os resultados objetivos de aprendizagem em inglês e matemática melhoraram em comparação com os resultados em testes nacionais.
Fonte: Journal of Adolescent Health. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.jadohealth.2026.01.011.
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