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16 de abril de 2026 (Bibliomed). Um estudo recente sugere que qualquer nível de consumo de álcool pode estar associado a aumento do risco de demência. A pesquisa traz um alerta importante porque questiona a ideia de que beber pouco poderia ser “protetor” para o cérebro.
Os pesquisadores analisaram dados de cerca de 559 mil adultos de duas grandes bases populacionais. Mais de 14 mil pessoas desenvolveram demência durante o acompanhamento. Nas análises tradicionais, apareceu um padrão em “U”: pessoas que não bebiam e as que bebiam muito pareciam ter maior risco, enquanto o consumo leve parecia mais favorável.
Mas a análise genética contou uma história diferente. Usando um método chamado randomização mendeliana, os cientistas observaram que o risco de demência aumentava gradualmente conforme crescia o consumo de álcool, sem sinal claro de benefício em doses baixas.
Uma possível explicação é que algumas pessoas podem reduzir o consumo de álcool já nas fases iniciais de declínio cognitivo, antes mesmo do diagnóstico, o que pode distorcer os resultados observacionais. Assim, o estudo reforça a ideia de que reduzir o consumo de álcool pode ser importante também para a saúde do cérebro.
Fonte: BMJ Evidence-Based Medicine. DOI: 10.1136/bmjebm-2025-113913.
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