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24 de março de 2026 (Bibliomed). Problemas de saúde comuns na terceira idade — como desidratação, delírio, desnutrição ou quedas — podem se tornar catastróficos se ocorrerem após uma cirurgia de grande porte, sugere estudo realizado na Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos. Idosos que sofrem desses problemas durante a recuperação de uma cirurgia têm maior probabilidade de morrer dentro de um ano e precisarão de mais tempo em hospitais ou casas de repouso.
Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de solicitações de reembolso do Medicare de mais de 780.000 pacientes com mais de 66 anos que foram submetidos a uma das cinco principais cirurgias entre 2016 e 2021. As operações incluíram ponte de safena, remoção de pulmão, reparo de aneurisma de artéria no abdômen, remoção do pâncreas ou remoção de parte do cólon.
Quase 11% dos pacientes desenvolveram pelo menos uma nova síndrome geriátrica durante a hospitalização: delírio, desidratação, desnutrição, quedas ou perda do controle da bexiga ou do intestino. A desidratação foi o problema mais comum, afetando 67% dos pacientes, seguida por delírio (25%) e desnutrição (13%). Pacientes que desenvolveram um desses problemas de saúde da terceira idade tiveram muito menos probabilidade de receber alta diretamente para casa. Eles passaram, em média, 16 dias a menos em casa nos três meses seguintes à cirurgia — 27% a menos do que aqueles que não desenvolveram uma síndrome geriátrica.
Os idosos que desenvolveram qualquer um desses problemas também apresentaram um risco duas vezes maior de morte em um ano. Esse risco de morte mais que triplicou se a pessoa desenvolveu duas ou mais síndromes geriátricas. Os pesquisadores descobriram que pessoas mais velhas e com outros problemas de saúde preexistentes tinham maior probabilidade de desenvolver uma síndrome geriátrica pós-cirúrgica. O risco também era maior se elas precisassem de cirurgia de emergência.
Por outro lado, os resultados mostram que os procedimentos minimamente invasivos foram associados a um risco 49% menor de desenvolver uma síndrome geriátrica. Esses resultados mostram que é importante abordar a cirurgia em idosos de forma diferente, disseram os pesquisadores, levando em consideração seus desafios médicos.
Fonte: Journal of the American College of Surgeons. DOI: 10.1097/XCS.0000000000001661.
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