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18 de março de 2026 (Bibliomed). Quase 1 em cada 3 pessoas no mundo sofre de algum tipo de cefaleia, afetando quase 3 bilhões de pessoas, indica estudo realizado na Universidade de Washington, nos Estados Unidos. É especialmente prejudicial para as mulheres, que, segundo pesquisadores, apresentam mais que o dobro de problemas de saúde relacionados a dores de cabeça ao longo da vida em comparação aos homens.
Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de quase 42.000 pessoas de 18 países para criar uma estimativa do impacto global das dores de cabeça na saúde em 2023. Os resultados mostraram que as cefalias ocupam o sexto lugar entre todas as causas de incapacidade, com uma taxa de 542 anos vividos com incapacidade para cada 100.000 pessoas. Essa estatística representa o tempo total que as pessoas passam convivendo com problemas de saúde que limitam suas atividades diárias e seu bem-estar.
O estudo apontou que a carga de incapacidade causada por cefaleias foi mais que o dobro para as mulheres: 740 anos vividos com incapacidade por cada 100.000 mulheres, em comparação com 364 por cada 100.000 homens. Em todas as faixas etárias, as mulheres consistentemente passavam mais tempo lidando com dores de cabeça do que os homens, descobriram os pesquisadores.
As enxaquecas são responsáveis por cerca de 90% dos anos vividos com incapacidade relacionados a dores de cabeça, embora sejam menos comuns do que as cefaleias tensionais, disseram. As enxaquecas causaram uma taxa de quase 488 anos vividos com incapacidade por 100.000 pessoas, em comparação com 54 anos de incapacidade associados às cefaleias tensionais.
O estudo apontou que as pessoas estão agravando essas dores de cabeça ao usar analgésicos em excesso, o que pode causar cefaleias por uso excessivo de medicamentos. O uso excessivo de medicamentos foi responsável por quase 23% dos anos vividos com incapacidade entre homens com enxaqueca e por 14% entre mulheres com enxaqueca, segundo pesquisadores. Os números foram ainda piores para as cefaleias tensionais. O uso excessivo de medicamentos contribuiu para 59% dos anos vividos com incapacidade entre os homens que tratavam cefaleias tensionais e para 56% entre as mulheres, segundo o estudo.
Fonte: The Lancet Neurology. DOI: 10.1016/S1474-4422(25)00402-8.
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