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Estatinas poderiam prevenir dezenas de milhares de ataques cardíacos e derrames

28 de janeiro de 2026 (Bibliomed). A estatina, um medicamento para baixar o colesterol, pode ajudar na prevenção de ataques cardíacos e acidente vascular cerebral (AVC), sugere estudo realizado na Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos. De acordo com o estudo, mais de 39.000 mortes, quase 100.000 ataques cardíacos não fatais e até 65.000 AVCs nos EUA poderiam ser evitados se as pessoas elegíveis para estatinas e outros medicamentos para baixar o colesterol estivessem tomando-os.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de quase 5.000 adultos americanos com idades entre 40 e 75 anos que participaram de uma pesquisa anual de saúde dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA entre 2013 e 2020. A pesquisa incluiu dados sobre os níveis de colesterol LDL ("colesterol ruim") dos participantes e seu perfil geral de risco para a saúde cardiovascular. Os pesquisadores usaram essas informações para determinar se eles seriam elegíveis para tomar medicamentos para baixar o colesterol, de acordo com as diretrizes atuais.

Os pesquisadores descobriram que mesmo pessoas que já sofreram um ataque cardíaco e um AVC — e, portanto, apresentam maior risco de um evento subsequente — nem sempre recebem prescrição de estatinas. Apenas cerca de dois terços (68%) estão tomando estatinas, embora todos sejam elegíveis para esses medicamentos de acordo com as diretrizes, mostram os resultados. Além de prevenir ataques cardíacos e derrames, as estatinas, quando prescritas corretamente, também podem evitar cerca de 88.000 cirurgias de ponte de safena e procedimentos para desobstruir artérias bloqueadas ou entupidas por ano, estimaram. Se todos os elegíveis para o uso de estatinas as tomassem, os pesquisadores estimam que os níveis médios de colesterol LDL cairiam drasticamente e o risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral diminuiria em até 27%.

Segundo pesquisadores, metade dos americanos (47%) que nunca sofreram um ataque cardíaco ou um AVC são elegíveis para tomar estatinas de acordo com as diretrizes dos EUA, descobriram pesquisadores. Mas, segundo os resultados, menos de um quarto (23%) deles receberam prescrição dos medicamentos que salvam vidas. Um número substancial de sobreviventes de ataques cardíacos ou derrames também não está tomando os medicamentos, embora todos sejam elegíveis para eles de acordo com as diretrizes dos EUA. Para os autores, uma melhor educação do paciente e métodos de triagem aprimorados poderiam garantir que as pessoas certas estejam tomando as estatinas de que precisam.

Fonte: Journal of General Internal Medicine DOI: 10.1007/s11606-025-09625-0.

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