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Exames de idade óssea mostram que as crianças têm alcançado a maturidade esquelética mais precocemente

19 de fevereiro de 2019 (Bibliomed). Tanto a iniciação quanto a conclusão do processo de fusão epifisária (FE) estão ocorrendo mais cedo em crianças do que há um século atrás, de acordo com um estudo publicado na revista Clinical Orthopaedics and Related Research.

Pesquisadores americanos avaliaram retrospectivamente 1.292 crianças nascidas entre 1915 e 2006, que participaram do Estudo Longitudinal Fels. Entre uma e 39 radiografias mão-punho esquerda foram realizadas em cada participante durante a infância para determinar o primeiro sinal de início da FE (FE-I) e a primeira idade cronológica quando a FE estava completa (FE-C).

Os pesquisadores descobriram que aproximadamente metade das radiografias de mão e punho examinadas mostraram a FE-I e/ou FE-C mais precoces em crianças nascidas em 1995 versus aquelas nascidas em 1935. A idade da FE-I e FE-C diminuiu tanto quanto como 6,7 e 6,8 meses, respectivamente, em meninos e 9,8 e 9,7 meses, respectivamente, em meninas. Essa mudança ocorreu gradualmente durante o século passado. Uma mudança no momento da fusão foi mais provável de ser observada nos pontos mais proximais (FE do rádio distal, ulna distal e metacarpos), enquanto o tempo de FE nas falanges permaneceu relativamente estável ao longo dos anos de nascimento.

Segundo os autores, estas mudanças no momento da FE têm o potencial de influenciar estratégias de tratamento para o crescimento esquelético e/ou distúrbios do desenvolvimento, como escoliose ou desigualdade no comprimento das pernas, movendo as janelas de tratamento para idades mais precoces.

Fonte: Clinical Orthopaedics and Related Research. Volume 476. Issue 11. P 2112–2122.

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