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Infecção pelo Zika em gestantes aumenta em vinte vezes o risco de defeitos congênitos nos bebês

05 de abril de 2017 (Bibliomed). Mães americanas infectadas com o vírus Zika no ano passado estavam 20 vezes mais propensas a dar à luz bebês com defeitos congênitos, se comparadas com mães que deram à luz dois anos antes da epidemia. Um novo estudo dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC dos EUA), pela primeira vez, avaliou como os defeitos graves do nascimento eram bem mais comuns em crianças cujas mães tinham o vírus Zika.

O CDC concluíram em abril passado de 2016 que a infecção por Zika levou a defeitos graves ao nascimento, incluindo a microcefalia, mas não haviam ainda estimado previamente quão comuns eram esses defeitos.

Um novo estudo, publicado no Morbidity and Mortality Weekly Report da agência, analisou várias centenas de mulheres grávidas entraram no Registro de Gravidez Zika do CDC após ecxames de laboratório terem indicado que provavelmente tinham o vírus. O estudo comparou seus resultados de nascimento com aqueles encontrados em registros históricos de defeitos de nascimento mantidos nos estados americanos de Massachusetts, Carolina do Norte e Geórgia.

Foi encontrado que em 2013 e 2014, a taxa típica desses estados de defeitos congênitos graves - incluindo microcefalia, anormalidades cerebrais, defeitos oculares ou problemas do sistema nervoso central - era cerca de 3 em cada 1.000 nascidos vivos.

Em contraste, as 442 mulheres no registro de gravidez tiveram 26 bebês e fetos com defeitos semelhantes, o que seria uma taxa de cerca de 60 em cada 1.000 resultados da gravidez, incluindo nascidos vivos e abortos.

Estes dados demonstram a importância crítica da vigilância de defeitos congênitos baseada na população, para compreender o impacto da infecção por vírus Zika durante a gravidez.

Fonte: MMWR Morb Mortal Wkly Rep 2017;66:219–222.

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