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Por que existem mais destros do que canhotos?

22 de maio de 2012 (Bibliomed). Uma em cada dez pessoas usa mais a sua mão esquerda do que a mão direita, e essa tendência ocorre a mais de 5000 anos. Uma nova pesquisa americana afirma ter encontrado uma explicação plausível para que essa diferença aconteça.

De acordo com os pesquisadores da Universidade Northwestern, a porcentagem baixa de canhotos é um resultado do equilíbrio entre cooperação e competição entre humanos. Os humanos têm uma necessidade evolutiva de cooperar, como quando começaram a compartilhar ferramentas ou caçar juntos. Quando a maioria dos membros do grupo usam a mesma mão, a cooperação se torna mais simples. “O quanto mais social for o animal – onde a cooperação é muito valorizada – mais a população geral seguirá uma tendência para um dos lados”, explica um dos autores, Daniel Abrams.

Mas como os seres humanos não são unicamente cooperativos, existindo também competição dentro da nossa espécie, nem todos os seus membros são destros. “Se uma sociedade fosse totalmente cooperativa, então todo mundo (daria prioridade) à mesma mão. (A competição física) favorece o incomum. Em uma luta, um canhoto em um mundo de destros teria a vantagem”, afirma Rick Nauert, do site Psych Central. Como a competição existe entre humanos, sempre haverá canhotos na nossa sociedade.

Para comprovar a teoria, a equipe de pesquisadores analisou esportistas de modalidades como a esgrima, o ping-pong e o boxe. No esporte existem cinco destros para cada canhoto, reforçando a vantagem de se usar mais essa mão. Já em modalidades onde a mão usada não é um fator- como no golf - os canhotos não são beneficiados. “A exatidão da predição do nosso modelo quando aplicada a dados de esportes apóia a idéia de que nós estamos vendo o mesmo efeito na sociedade humana”, completa Abrams.

A preferência pelo uso de uma das mãos é parcialmente genético e parcialmente ambiental.

A pesquisa foi publicada no periódico The Journal of the Royal Society Interface.

Fonte: Psych Central, 26 de abril de 2012

Copyright © 2012 Bibliomed, Inc.

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