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Médicos americanos debatem a suspensão de atendimentos a advogados envolvidos em processos de erros médicos

28 de Junho de 2004 (Bibliomed).  A hostilidade entre médicos e advogados envolvidos em processos de erros médicos chegou a tal nível nos Estados Unidos que na semana passada a Associação Médica Americana debateu sobre um movimento que propõe que os médicos deveriam recusar atendimento médico a tais advogados, suas famílias, e seus funcionários, exceto casos de emergências.

Embora o movimento, proposto pelo Dr. Chris Hawk, cirurgião da Carolina do Sul, não tenha sido vitorioso, o simples fato de ter sido levantado e de ter conseguido bastante apoio mostram como andam ruins as relações entre estes profissionais. Os médicos estão muito aborrecidos pelo fato de que, com a indústria de processos criada em muitos estados, os prêmios pagos pelos seguros médicos estão alcançando proporções estratosféricas.

Segundo publicado no último final de semana na revista British Medical Journal a respeito do assunto, e dando um exemplo, o Dr. Clinton " Rick " Miller, um respeitado neurocirurgião do estado de New Hampshire, que apóia a idéia de recusar tratamento exceto nas emergências, e que jamais sofreu um processo por erro médico nos seus 25 anos de carreira, pagou 84.151 dólares no ano passado em custos de seu seguro. E, após pagas todas as taxas e impostos, teve um salário anual líquido de 64.000 dólares no ano.

Situações como esta estão levando médicos a deixarem de fazer determinados atendimentos em muitos estados americanos. Os médicos acreditam que grupos de advogados têm incentivado pacientes a processarem seus médicos, sempre pedindo altas indenizações, pagas pelas companhias de seguro.

Fonte: British Medical Journal  2004;328:1518 (26 June)

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