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Ações de combate à dengue são criticadas na Câmara dos Deputados

15 de Abril de 2002 (Bibliomed). Debate na Câmara dos Deputados, em Brasília, sugere uma ação continuada envolvendo não apenas o Ministério da Saúde quando o assunto é o combate à dengue. Os deputados cobram medidas eficazes para evitar novas epidemias e questionam o emprego correto das verbas destinadas ao controle da doença.

Uma audiência pública foi realizada na Comissão de Seguridade Social e Família para debater a gravidade da epidemia que já contabiliza mais de 150 mil contaminações em todo o Brasil desde o final do ano passado.

O evento contou com a participação de representantes do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, como a médica sanitarista especializada no combate de doenças tropicais, Maria da Glória Teixeira.

Participantes do debate sugeriram alterações nas estratégias governamentais de combate à doença, que não devem ser intensificadas somente no período de ocorrência elevada de casos. A sugestão apresentada aos parlamentares é de que se crie metas pré-estabelecidas de controle do vírus, que devem ser empregadas uniformemente entre os diversos municípios brasileiros em área de risco.

A velocidade da transmissão do microorganismo é elevada, apesar do inseto transmissor viver apenas cerca de 25 dias. Atualmente, mais de três mil municípios registram número significativo de casos de dengue. A doença já ocupa a primeira posição entre os casos de doenças infecciosas, ultrapassando a malária.

O interessante no desenvolvimento de ações interministeriais, informaram os médicos aos deputados, é a garantia do investimento adequado na melhoria do saneamento básico, limpeza sistemática de córregos, coleta de lixo e educação continuada da população. O uso do controle químico do inseto, com aplicação de inseticida por borrifação, também foi criticado. Dificuldades técnicas e operacionais de vigilância epidemiológica foram apontadas.

Desde 1996, o governo federal investe aproximadamente R$ 1,5 bilhão a cada ano, o equivalente a cerca de R$ 10,00 por habitante, no combate à doença. O investimento destinado especificamente para melhoria de saneamento básico, entretanto, não é suficiente.

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