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Brasil: Período da Menopausa Aumenta Chances de Derrames Cerebrais nas Mulheres

São Paulo, 4 de Janeiro de 2001(eHLA). Segundo pesquisadores do Hospital Albert Einstein, mulheres (entre 55 e 64 anos) têm três vezes mais acidentes vasculares cerebrais (AVCs) comparado com homens. A causa, segundo os médicos, estaria relacionada a distúrbios hormonais, freqüentes no período da menopausa. A mistura de pílulas anticoncepcionais com cigarro também pode provocar aumento da incidência de AVCs em mulheres mais jovens.

Popularmente conhecidos como derrames, os acidentes vasculares cerebrais ocorrem devido à obstrução das artérias que irrigam o cérebro e ao estouro de vasos defeituosos nos aneurismas. A falta de irrigação é chamada de isquemia. “Uma artéria entope por causa de gordura ou de um coágulo e o sangue pára de circular numa região do cérebro. Sem oxigênio, os neurônios morrem, mas antes liberam substâncias tóxicas. Elas envenenam outras células e, assim, podem provocar a morte de um pedaço do cérebro”, explica o neurologista Célio Levyman, médico do Einstein. Segundo ele, depois dos problemas cardíacos e dos cânceres, o AVC é a terceira causa de mortes.

Segundo o médico, dependendo da área afetada, os sintomas podem ser vários. Em geral relacionam-se à perda de função ou movimento e têm início súbito: dificuldade para andar ou falar, formigamento de um lado do corpo, visão turva ou dupla e convulsões. “Em muitos casos, as pessoas ficam por alguns minutos sem conseguir falar ou sem sentir parte do corpo, mas não dão bola e o problema passa. Isso pod e ser um sinal forte de que ela terá um AVC’’, alerta Levyman.

Os especialistas aconselham controlar a pressão e o diabete, praticar atividade física, não fumar e investir numa dieta balanceada, rica em fibras e com pouca gordura”

Pesquisa da Associação Médica Americana

Mulheres que fazem 30 minutos de exercícios diariamente reduzem em 30% suas probabilidades de vir a ter um derrame. É o que diz um estudo com mais de 73 mil pacientes publicado no jornal da Associação Médica Americana. Segundo os pesquisadores, o efeito é idêntico tanto para uma intensa aula de ginástica localizada quanto para uma simples caminhada no quarteirão. Mesmo a mulher que foi sedentária a maior parte da vida pode reduzir seu risco de derrame se começar a praticar alguma atividade física. "O maior problema de saúde pública hoje é o sedentarismo", disse JoAnn Manson, autora do estudo.

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