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Brasil: Não Fumantes e Jovens São Prejudicados Pelos Efeitos do Tabaco

São Paulo, 29 de dezembro de 2000 (eHLA). O número de mortes causadas pelo câncer de pulmão, no Distrito Federal, está crescendo de 30% a 40% ao ano. Em 1998 foram detectados 117 casos, no ano passado 147, e esse ano já morreram 200 pessoas. Pessoas que convivem com fumantes, os chamados fumantes passivos, também são afetados pelos males do cigarro.

"A probabilidade de um fumante passivo em adquirir câncer de pulmão, é quase a mesma do fumante", disse o pneumologista, Celso Antônio Rodrigues Silva, em entrevista a Radiobrás. O médico afirmou que estudos indicam também que um grande número de filhos de fumantes com asma. As estatísticas indicam ainda que, a cada dez fumantes, oito morrem com doenças causadas pelo fumo.

Segundo o especialista a nicotina existente no cigarro libera um neurotransmissor, a dopamina, responsável pela sensação prazerosa do cigarro. "O jovem se identifica com personalidades que aparecem na mídia fumando e se encanta também com o mundo maravilhoso que é mostrado nas propagandas de cigarro", esclareceu.

Prejuízo para a saúde dos jovens

Uma pesquisa, publicada na revista Tabacco Control, dos Estados Unidos, mostrou que as conseqüências negativas do fumo afetam a saúde dos jovens, mesmo os que fumam há pouco tempo. Os especialistas verificaram que as pessoas que fumam aos 20 e 30 anos de idade são muito mais propensas a faltar ao trabalho ou a ser internadas no curto prazo do que as não fumantes.

Foi analisada a saúde de quase 88 mil jovens, militares do exército. A equipe centrou o trabalho nas condições gerais de saúde, falta ao trabalho e tempo de hospitalização. Os pesquisadores verificaram que o fumo provocou aumento nas faltas ao trabalho e no risco de hospitalização. Em relação aos não fumantes, os fumantes apresentaram risco 30% maior de internação por causas que excluíam ferimentos e os ex-fumantes, 20%.

O fumo foi associado a um aumento de 60% nas faltas ao trabalho entre homens e 15% entre mulheres, sendo que falta ao trabalho foi definida como estar hospitalizado ou em licença médica.

Segundo os pesquisadores, estes resultados abrem uma nova perspectiva sobre os efeitos adversos do fumo. "São efeitos a curto prazo em jovens que talvez não sejam vítimas de doenças tradicionalmente associadas ao fumo.

Até agora, a maioria da literatura médica é sobre pessoas de meia idade ou idosas que fumaram por muito tempo", informou o major Anthony Roberts chefe do estudo, às agencias internacionais.

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