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Antiga Versão de Pílula Pode Aumentar Risco de Câncer de Mama

CHICAGO (Reuters) - O uso de anticoncepcionais comercializados antes de 1975 pode aumentar o risco de câncer de mama entre parentes próximas de vítimas da doença, segundo revela um estudo divulgado esta semana.

Nos últimos anos, pesquisas têm dissipado a idéia de que os anticoncepcionais são um fator de risco para o câncer de mama.

Um estudo da Clínica Mayo, no entanto, com 426 famílias de Minnesota demonstrou que certas mulheres sob risco que tomaram a pílula antes de 1975 devem ter motivos para se preocupar.

Além disso, o estudo pode trazer boas notícias a mulheres que tomaram formulações mais modernas de pílulas produzidas desde 1975, que contêm dosagens menores dos hormônios que previnem a gravidez e, até agora, não representaram risco maior de desenvolver câncer de mama.

A pesquisa, coordenada por Dawn Grabrick, do Centro de Câncer da Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota, está publicada na edição desta semana de Journal of the American Medical Association.

O histórico familiar é um fator de risco para o câncer de mama conhecido, especialmente entre mulheres com mutações dos genes BRCA1 e BRCA2.

Grabrick e sua equipe acompanharam mulheres por mais de 50 anos e descobriram que, em famílias com três vítimas de câncer de mama diagnosticadas entre 1944 e 1952, suas irmãs e filhas que tomaram anticoncepcionais antes de 1975 apresentavam um risco três vezes maior de desenvolver a doença.

Famílias com cinco vítimas da doença tinham o risco aumentado 11 vezes, caso suas irmãs e filhas tomassem pílulas.

De acordo com o estudo, no entanto, não houve maior risco de câncer de mama entre usuárias de anticoncepcionais entre as 3.002 netas e sobrinhas das vítimas de câncer ou entre mulheres que se casaram com pessoas da família.

A ausência de risco de câncer entre a geração seguinte pode ser devido a sua idade relativamente jovem, afirmou Wylie Burke, da Universidade de Washington, em Seattle, em um editorial que acompanhou o estudo.

Burke acrescentou que essa ausência pode ter mais relação com novas formulações de pílulas que contêm dosagens muito menores de estrogênio do que outras acusadas de aumentar o risco de câncer de mama.

Sinopse preparada por Reuters Health

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