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Adolescentes têm uma alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis

As adolescentes americanas sexualmente ativas e que vivem nas cidades mais importantes dos Estados Unidos apresentam uma incidência alarmante de doenças sexualmente transmissíveis (DST) -- mesmo aquelas que tiveram apenas um parceiro sexual e que não tem um comportamento sexual de alto-risco, de acordo com um estudo publicado pelo Centro de Controle e Prevenção das Doenças (CDC).

"O ambiente social nos quais as garotas estão tendo as relações sexuais pode ser um determinante de risco mais importante para a ocorrência das DST do que o seu próprio comportamento", escrevem a Dra. Rebecca Bunnell do CDC em Atlanta, Georgia, e seus colaboradores.

Os pesquisadores estudaram as DST em 650 garotas, com idades entre 14 e 19 anos, que procuraram clínicas para atendimento de adolescentes nas maiores cidades americanas. As participantes foram entrevistadas, submetidas a exames ginecológicos, e submetidas a exames laboratoriais parta pesquisa de DST. Um total de 501 garotas retornou para um seguimento de 6 meses, quando elas foram reexaminadas e novamente entrevistadas. Cerca de 40% das garotas eram portadoras de DST na primeira consulta; este número caiu para 23% na visita seguinte. A infecção mais comum foi por clamídia, encontrada em cerca de 38% das adolescentes. Quase que 17% eram portadoras do vírus herpes simplex, e 8% tinham gonorréia. A hepatite B foi encontrada em 0,5%. Cerca de metade daquelas portadoras de gonorréia ou tricomoníase estavam também infectadas por clamídia, observam os autores.

Cerca de três-quartos das adolescentes informaram ter mais de um parceiro regular, com quase um-terço delas relatando mais de cinco parceiros. Mesmo entre as garotas com um só parceiro, foi encontrada uma incidência de DST de 30%.

"Nestas jovens americanas, a incidência de DST foi extremamente alta", observaram os autores no número de novembro de 1999 da revista The Journal of Infectious Diseases.

Eles observam ainda que o grupo de adolescentes estudado era bastante diverso economicamente, e metade das moças vinham de famílias de classe média. "Nós devemos ter cuidado em não estereotipar este grupo como vindo apenas de classes mais baixas e com poucos recursos financeiros", completam os autores.

Ao observar que 87% das adolescentes portadoras de DST não apresentavam sintomas quando da primeira consulta, os autores afirmam que as consultas de prevenção, para buscar estas doenças, são críticas nas garotas sexualmente ativas, e recomendam que a clamídia deve ser pesquisada laboratorialmente a cada 6 meses.

Citando a alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis nas garotas com apenas um parceiro sexual, os pesquisadores concluíram que "é evidente que a monogamia praticada apenas pela população adolescente do sexo feminino é insuficiente para a prevenção das DST", e pedem uma atitude mais intervencionista das autoridades e pessoas da área de saúde para reduzir a alta incidência da doença nas adolescentes.

Fonte: The Journal of Infectious Diseases 1999;180:1624-1631.

Copyright © 2002 Bibliomed, Inc.                 06 de Fevereiro de 2002.



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