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Humanos ou robôs: quais as crianças preferem?

06 de novembro de 2026 (Bibliomed). Um projeto realizado por pesquisadores italianos pretende desenvolver robôs com habilidades de imitação de crianças pequenas com transtorno do espectro autista, envolvendo a interação entre crianças e máquinas de forma a promover habilidades nas crianças.

Em uma das fases do estudo, os pesquisadores descobriram que crianças pequenas conseguem ler intenções e preferências no olhar de uma pessoa, mas não reconhecem esse tipo de comunicação não verbal no olhar de um robô humanoide.

A pesquisa envolveu crianças italianas de 3 a 5 anos de idade para explorar como o olhar de pessoas e robôs pode evocar impressões diferentes na mente das crianças. O teste consistia em mostrar às crianças uma pessoa e um robô humanoide enquanto estes olhavam para um objeto, avaliando se elas conseguiam entender qual objeto era o "preferido" pelo agente que o observava.

Os resultados mostram que as crianças interpretam o olhar humano como um sinal significativo: se um indivíduo olha para um objeto, as crianças tendem a presumir que a pessoa gosta daquele objeto. O mesmo não acontece, porém, quando um robô humanoide está olhando para o objeto. Nesse caso, o olhar não é suficiente para que as crianças atribuam uma verdadeira preferência ao robô.

Resumindo, as crianças usam o olhar humano para "ler" desejos e intenções, enquanto têm dificuldade em fazer o mesmo com o robô. Além disso, o olhar — humano ou robótico — não parece alterar as preferências pessoais das crianças: ajuda-as a entender o que a outra pessoa gosta, mas não necessariamente muda as suas próprias preferências.

Fonte: International Journal of Child-Computer Interaction. DOI: 10.1016/j.ijcci.2026.100822.

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