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25 de agosto de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sugere que o uso de GLP-1 entre pessoas com sobrepeso ou obesidade foi associado a um risco substancialmente menor de câncer de mama.
Os pesquisadores analisaram registros eletrônicos de saúde de 111.646 mulheres com idades entre 45 e 80 anos, com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 25, que realizaram exames de imagem da mama no sistema de saúde Penn Medicine entre janeiro de 2022 e junho de 2025. Entre as participantes, 15.264 mulheres (13,7%) tinham prescrições documentadas de medicamentos GLP-1 e 96.382 mulheres (86,3%) não tinham histórico de exposição a esses medicamentos.
Foram examinadas as taxas de novos diagnósticos de câncer de mama em dois grupos: a população total do estudo e uma coorte menor, pareada, de 30.528 mulheres. Na análise pareada, cada usuária de GLP-1 foi comparada a uma não usuária com características semelhantes, incluindo idade, raça, etnia, IMC, densidade mamária e presença de diabetes.
Em ambas as análises, o uso de GLP-1 foi associado a uma incidência significativamente menor de câncer de mama. Na coorte completa, as usuárias de GLP-1 apresentaram uma probabilidade 35,1% menor de desenvolver câncer de mama. Na coorte pareada, a redução foi de 30,5%.
A consistência dos resultados em ambas as análises reforça a confiança de que a associação observada não se deveu apenas a diferenças entre os grupos. Segundo os autores, a principal conclusão é que existe uma associação entre o uso de GLP-1 e a incidência de câncer de mama, mas ressaltaram que são necessários mais estudos para comprovar essas informações.
Fonte: JCO Oncology Practice. DOI: 10.1200/OP-26-00485.
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