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31 de julho de 2026 (Bibliomed). Um estudo liderado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, sugere que os médicos são menos propensos a fornecer cuidados preventivos, como aconselhamento sobre concepção e alguns exames de rastreio de câncer, a mulheres com diabetes do que a mulheres sem a doença.
As conclusões baseiam-se em uma análise detalhada de mais de 40 estudos de diversos países. Elas destacam como os médicos, em grande parte, negligenciam a importância desses serviços de rotina para mulheres com Diabetes Mellitus, colocando-as em risco de desenvolver condições médicas evitáveis, como complicações na gravidez.
Os pesquisadores analisaram milhares de estudos, concentrando-se nos conceitos de “mulheres”, “diabetes” e “serviços de saúde para mulheres”, e selecionaram 44 que abordavam serviços de tratamento para mulheres de 15 a 49 anos com diabetes tipo 1 ou tipo 2, excluindo aquelas com diabetes insípido ou diabetes gestacional. Eles analisaram especificamente quatro categorias de serviços de saúde preventiva: aconselhamento e uso de contraceptivos, rastreamento de câncer de mama/colo do útero, aconselhamento pré-concepcional e rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis.
Os resultados mostraram que 48% das mulheres com diabetes receberam serviços de contracepção, em comparação com 62% das mulheres sem a doença. Além disso, as taxas de rastreio de câncer do colo do útero variaram de 38% a 79% para mulheres com diabetes, em comparação com uma taxa de 46% a 86% para aquelas sem diabetes. Já as taxas de rastreio de câncer de mama em mulheres com diabetes variaram entre 38% e 69%, em comparação com 54% a 82% em mulheres sem diabetes. Em relação às taxas de aconselhamento pré-concepcional, elas variavam de pouco mais de 1% para as mulheres com diabetes, em comparação com 46% para mulheres com diabetes que planejam engravidar. Os pesquisadores não identificaram nenhum estudo sobre exames de detecção de infecções sexualmente transmissíveis, o que, segundo eles, representa “uma lacuna substancial na literatura”.
Fonte: Journal of General Internal Medicine. DOI: 10.1007/s11606-026-10253-5.
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