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24 de junho de 2026 (Bibliomed). O câncer colorretal, ou câncer de intestino, é o terceiro câncer mais comum no mundo, representando 10% dos diagnósticos de câncer. Ele afeta, normalmente, pessoas com mais de 50 anos, mas os casos em pessoas mais jovens estão aumentando.
Algumas pesquisas sugerem que, em pessoas com risco genético para câncer colorretal, uma baixa dose diária de aspirina pode reduzir esse risco. Outros estudos mostraram que ela pode ajudar a prevenir a recorrência em pessoas que já tiveram câncer colorretal.
Pesquisadores da Universidade de Sichuan, na China, realizaram uma revisão que incluiu 10 ensaios clínicos, om um total de quase 125.000 participantes. Todos os ensaios compararam o efeito da aspirina com placebo ou nenhuma intervenção no risco de câncer colorretal primário ou pólipos pré-cancerígenos (adenoma colorretal) em adultos mais velhos.
Todos os estudos mediram a incidência de câncer colorretal durante o período de acompanhamento, que variou de 5 a mais de 15 anos. Seis estudos também registraram óbitos por câncer colorretal. Além disso, os estudos registraram eventos adversos graves do tratamento com aspirina, incluindo eventos hemorrágicos, como hemorragia extracraniana e acidente vascular cerebral hemorrágico.
Os resultados mostraram que a aspirina tem pouco ou nenhum efeito sobre a incidência de câncer colorretal ou adenoma colorretal. Além disso, a aspirina pode aumentar a mortalidade por câncer colorretal em um período de acompanhamento de 5 a 10 anos, promovendo a progressão de cânceres preexistentes e não detectados.
Fonte: Cochrane Database of Systematic Reviews. DOI: 10.1002/14651858.CD015266.pub2.
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