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24 de junho de 2026 (Bibliomed). À medida que envelhecemos, experimentamos mudanças em nossas habilidades cognitivas, com a velocidade de processamento e a memória de trabalho diminuindo gradualmente ao longo da vida adulta. Mas será que ser especialista em um hobby ou área de estudo pode ajudar a retardar esse declínio?
Um novo estudo, realizado na Universidade de Universidade de York, no Canadá, com observadores de pássaros experientes, sugere que sim. O estudo descobriu que, nesses especialistas, as regiões do cérebro relacionadas à atenção e à percepção permanecem estruturalmente mais compactas do que em indivíduos do grupo de controle que não são especialistas.
Os pesquisadores recrutaram 58 pessoas para o estudo: 29 eram observadores de aves experientes e 29 eram novatos. Os especialistas tinham entre 24 e 75 anos, e os novatos, entre 22 e 79 anos. Tanto os especialistas quanto os novatos realizaram um teste de familiaridade com aves. A precisão média dos especialistas foi de 99,67%, e a dos novatos, de 37,32%.
Em seguida, os especialistas realizaram um teste de identificação de aves para avaliar seu conhecimento sobre as espécies de aves locais. Eles alcançaram uma precisão média de 72,17%, demonstrando que todos eram especialistas altamente qualificados em identificação de aves.
Após uma fase de prática, todos os participantes foram submetidos a uma ressonância magnética ponderada por difusão (RM-DWI) para avaliar a estrutura de seus cérebros. Esse tipo de exame mede o movimento das moléculas de água nos tecidos, podendo identificar áreas com maior ou menor densidade. Durante os exames de ressonância magnética, os participantes realizaram uma tarefa de correspondência na qual estudavam imagens de pássaros e, em seguida, identificavam a mesma espécie em uma nova fotografia, apresentada entre quatro alternativas.
Em observadores de pássaros experientes, diversas áreas cerebrais associadas à atenção e à percepção apresentaram menor difusividade, ou seja, eram mais compactas (maior densidade tecidual), uma característica geralmente associada a cérebros mais jovens.
Segundo os autores, esses resultados sugerem que as alterações cerebrais associadas ao desenvolvimento de habilidades específicas persistem até a idade avançada, o que pelo menos abre a possibilidade de que os tipos de cognição envolvidos nessas habilidades se beneficiem ao longo da vida
Fonte: The Journal of Neuroscience. DOI: 10.1523/JNEUROSCI.1307-25.2026.
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