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21 de maio de 2026 (Bibliomed). Carros de empresas como a Tesla já prometem direção sem as mãos no volante, mas acidentes recentes mostram que os sistemas de direção autônoma atuais ainda podem ter dificuldades em situações de risco e mudanças rápidas. Agora, os pesquisadores afirmam que a próxima melhoria na segurança pode vir de uma fonte inesperada: o cérebro das pessoas que estão dentro desses carros.
Em um novo estudo, pesquisadores da Universidade Tsinghua, na China, testaram se o monitoramento da atividade cerebral dos passageiros poderia ajudar os sistemas de direção autônoma a tomar decisões mais seguras em situações de risco. A equipe utilizou uma tecnologia não invasiva chamada espectroscopia funcional no infravermelho próximo (NIRS), que monitora a atividade cerebral relacionada ao estresse, às emoções e à percepção de risco em tempo real.
Os pesquisadores desenvolveram um novo sistema que combina dados cerebrais de passageiros com o software de direção de um veículo autônomo. Quando o sistema detecta que os passageiros estão a experienciar níveis mais elevados de risco ou stress, o veículo muda automaticamente para uma estratégia de condução mais cautelosa. Baseado em uma forma de aprendizado por reforço profundo, o algoritmo foi projetado para aprender mais rápido e tomar decisões mais seguras, levando em consideração as reações humanas.
Nos testes, o sistema mudou para um modo de condução mais conservador quando os passageiros pareceram inquietos, ajudando o veículo a responder com mais cautela em situações perigosas. O estudo constatou que essa abordagem superou os métodos tradicionais de direção autônoma em diversas áreas, incluindo velocidade de aprendizado, segurança geral e conforto.
No entanto, os pesquisadores apontaram algumas limitações. Os cenários de direção testados foram relativamente simples, e os participantes pertenciam a uma faixa etária restrita e tinham históricos semelhantes. Por isso, as conclusões podem não ser aplicáveis a todas as situações reais de direção.
Fonte: Cyborg and Bionic Systems. DOI: 10.34133/cbsystems.0205.
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