Artigos de saúde
© Equipe Editorial Bibliomed
Neste artigo:
- O que é
- Sintomas
- Diagnóstico
- Tratamento
- Prevenção
A hantavirose é uma zoonose viral aguda transmitida por roedores silvestres contaminados por um vírus RNA, pertencente à família Hantaviridae, gênero Orthohantavirus.
Os animais eliminam o vírus pela urina, saliva e fezes, que podem acabar afetando os seres humanos que tiverem contato com eles ou seus excrementos. Geralmente, a contaminação ocorre pela inalação de aerossóis contaminados, mas existem outras formas que podem levar à contaminação, como:
* Percutânea, por meio de escoriações cutâneas ou mordedura de roedores;
* Contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores;
* Transmissão pessoa a pessoa, relatada, de forma esporádica, na Argentina e Chile, sempre associada ao hantavírus Andes.
A fase inicial da hantavirose se apresenta com sintomas mais genéricos, que incluem:
* Febre;
* Dor nas articulações;
* Dor de cabeça;
* Dor lombar;
* Dor abdominal;
* Sintomas gastrointestinais.
Quando evolui, na fase chamada cardiopulmonar, os sintomas se agravam, e incluem:
* Febre;
* Dificuldade de respirar;
* Respiração acelerada;
* Aceleração dos batimentos cardíacos;
* Tosse seca;
* Pressão baixa.
O vírus pode permanecer incubado no corpo humano, e os sintomas aparecerem entre uma e cinco semanas após a infecção.
O diagnóstico da hantavirose é feito através de testes laboratoriais, por meio de sorologia. Os testes estão disponíveis na rede pública e são realizados em laboratórios de referência.
Não existe um tratamento específico para as infecções por hantavírus, sendo as medidas de tratamento adotadas de acordo com a necessidade médica de cada paciente.
A doença tem evolução progressiva e rápida para quadro de insuficiência respiratória grave, podendo evoluir para choque circulatório e morte. Por isso, é importante que o paciente receba tratamento o mais rápido possível, sendo observados a estabilidade hemodinâmica; os parâmetros ventilatórios adequados, com uso de suporte mecânico de oxigênio suplementar, se necessário; controle cardiovascular; além de serem observadas as normas de biossegurança para proteção do paciente, profissionais e outras pessoas que podem ter contato com a pessoa infectada.
A prevenção da hantavirose consiste em evitar contato com os agentes transmissores.
É importante manter terrenos, especialmente próximos a residências, limpos e sem mato, lixo ou entulhos. Alimentos devem ser mantidos sempre em potes fechados onde sabe-se da existência de possíveis agentes contaminantes.
Caso tenha contato com roedores silvestres e apresente algum dos sintomas, deve-se procurar atendimento médico o mais rápido possível.
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