﻿{"id":8460,"date":"2026-09-09T04:39:00","date_gmt":"2026-09-09T07:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.boasaude.com.br\/blogboasaude\/?p=8460"},"modified":"2026-01-20T19:01:10","modified_gmt":"2026-01-20T22:01:10","slug":"insonia-pode-estar-ligada-ao-risco-de-demencia-em-idosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.boasaude.com.br\/blogboasaude\/index.php\/insonia-pode-estar-ligada-ao-risco-de-demencia-em-idosos\/","title":{"rendered":"Ins\u00f4nia pode estar ligada ao risco de dem\u00eancia em idosos"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"justify\">Estudo realizado na Cl\u00ednica Mayo em Rochester, nos Estados Unidos,  sugere o sono reparador tamb\u00e9m pode proteger a sa\u00fade do c\u00e9rebro. Idosos com  ins\u00f4nia cr\u00f4nica podem apresentar um decl\u00ednio mais r\u00e1pido na mem\u00f3ria e nas  habilidades cognitivas \u00e0 medida que envelhecem.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p align=\"justify\">O estudo mostrou que pessoas com ins\u00f4nia cr\u00f4nica apresentaram um  risco 40% maior de desenvolver dem\u00eancia ou sofrer um decl\u00ednio nas habilidades  cognitivas, em compara\u00e7\u00e3o com aquelas que dormem melhor. Isso equivale a mais  3,5 anos de envelhecimento cerebral, disseram os pesquisadores.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para o novo estudo, os pesquisadores acompanharam por mais de  cinco anos 2.750 idosos (idade m\u00e9dia: 70 anos), todos os quais apresentavam boa  sa\u00fade cerebral no in\u00edcio do estudo. Aproximadamente 16% dos participantes  apresentavam ins\u00f4nia cr\u00f4nica, definida como dificuldade para dormir pelo menos  tr\u00eas dias por semana durante tr\u00eas meses ou mais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os participantes realizaram testes de racioc\u00ednio e mem\u00f3ria  anualmente. Alguns tamb\u00e9m fizeram exames de imagem cerebral para detectar  sinais de envelhecimento cerebral, incluindo tecido cerebral danificado e  placas t\u00f3xicas de beta-amiloide. Os resultados mostram que cerca de 14% das  pessoas com ins\u00f4nia cr\u00f4nica desenvolveram comprometimento cognitivo leve ou  dem\u00eancia, em compara\u00e7\u00e3o com 10% daquelas sem ins\u00f4nia. De forma geral, pessoas  com ins\u00f4nia apresentaram 40% mais chances de sofrer decl\u00ednio cognitivo ou dem\u00eancia,  mesmo ap\u00f3s os pesquisadores considerarem outros fatores de risco.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os efeitos da m\u00e1 qualidade do sono foram percept\u00edveis desde o  in\u00edcio do estudo. Segundo o estudo, pessoas que relataram dormir menos do que o  habitual apresentaram maior probabilidade de obter pontua\u00e7\u00f5es mais baixas em  testes cognitivos, al\u00e9m de maior probabilidade de ter tecido cerebral  danificado e placas amiloides. Na verdade, o efeito da m\u00e1 qualidade do sono nas  placas amiloides \u2014 uma caracter\u00edstica marcante da doen\u00e7a \u2014 foi semelhante ao  risco observado em pessoas com fatores de risco gen\u00e9ticos conhecidos para  Alzheimer.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os resultados mostraram que os insones portadores do gene APOE4 \u2014  associado a um maior risco de Alzheimer \u2014 apresentaram decl\u00ednios mais  acentuados na mem\u00f3ria e nas habilidades cognitivas. De acordo com os autores,  esses resultados sugerem que a ins\u00f4nia pode afetar o c\u00e9rebro de diferentes  maneiras, envolvendo n\u00e3o apenas as placas amiloides, mas tamb\u00e9m os pequenos  vasos sangu\u00edneos que irrigam o c\u00e9rebro. Para eles, isso refor\u00e7a a import\u00e2ncia  do tratamento da ins\u00f4nia cr\u00f4nica \u2014 n\u00e3o apenas para melhorar a qualidade do  sono, mas tamb\u00e9m para proteger a sa\u00fade cerebral \u00e0 medida que envelhecemos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Fonte: Neurology. DOI: 10.1212\/WNL.0000000000214155.<\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo realizado na Cl\u00ednica Mayo em Rochester, nos Estados Unidos, sugere o sono reparador tamb\u00e9m pode proteger a sa\u00fade do c\u00e9rebro. 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