﻿{"id":7998,"date":"2023-11-15T07:00:00","date_gmt":"2023-11-15T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.boasaude.com.br\/blogboasaude\/?p=7998"},"modified":"2022-12-21T09:10:10","modified_gmt":"2022-12-21T12:10:10","slug":"como-os-bebes-podem-aprender-sobre-os-sons-em-sua-lingua-nativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.boasaude.com.br\/blogboasaude\/index.php\/como-os-bebes-podem-aprender-sobre-os-sons-em-sua-lingua-nativa\/","title":{"rendered":"Como os beb\u00eas podem aprender sobre os sons em sua l\u00edngua nativa?"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"justify\">Os beb\u00eas podem diferenciar a  maioria dos sons logo ap\u00f3s o nascimento e, com 1 ano de idade, tornam-se  ouvintes espec\u00edficos da l\u00edngua do ambiente onde s\u00e3o criadas. Mas os  pesquisadores ainda est\u00e3o tentando entender como os beb\u00eas reconhecem quais  dimens\u00f5es ac\u00fasticas de sua l\u00edngua m\u00e3e s\u00e3o contrastantes, um termo lingu\u00edstico  que descreve as diferen\u00e7as entre os sons da fala que podem alterar o  significado das palavras. Por exemplo, em ingl\u00eas, as letras b e d s\u00e3o  contrastantes, porque mudar o B de &quot;<em>ball<\/em>&quot; para um D, o  transforma em uma palavra diferente, &quot;<em>doll<\/em>&quot;.<\/p>\n\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p align=\"justify\">Um artigo recente na revista  Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) por dois linguistas  computacionais afiliados \u00e0 Universidade de Maryland oferece uma nova vis\u00e3o  sobre este t\u00f3pico, que \u00e9 fundamental para uma melhor compreens\u00e3o de como os  beb\u00eas aprendem quais s\u00e3o os sons de sua l\u00edngua nativa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sua pesquisa mostra que a  capacidade de uma crian\u00e7a de interpretar as diferen\u00e7as ac\u00fasticas como  contrastantes ou n\u00e3o contrastantes pode vir dos contextos em que ocorrem  diferentes sons.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por muito tempo, os pesquisadores  acreditaram que haveria diferen\u00e7as \u00f3bvias entre a forma como os sons  contrastantes, como vogais curtas e longas em japon\u00eas, s\u00e3o pronunciados. No  entanto, embora as pron\u00fancias desses dois sons sejam diferentes na fala  cuidadosa, a ac\u00fastica geralmente \u00e9 muito mais amb\u00edgua em ambientes mais  naturais.<\/p>\n<p align=\"justify\">O novo estudo mostra que os beb\u00eas  podem diferenciar sons ac\u00fasticos com base em pistas de contexto, como sons  vizinhos. Sua equipe testou sua teoria em dois estudos de caso com duas  defini\u00e7\u00f5es diferentes de contexto, comparando dados em japon\u00eas, holand\u00eas e  franc\u00eas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os pesquisadores coletaram falas  que ocorreram em diferentes contextos e fizeram plotagens resumindo quais eram  as dura\u00e7\u00f5es das vogais em cada contexto. Em japon\u00eas, eles descobriram que esses  gr\u00e1ficos de dura\u00e7\u00e3o das vogais variavam distintamente em diferentes contextos,  porque alguns contextos tinham mais vogais curtas, enquanto outros contextos  tinham mais vogais longas. Em franc\u00eas, esses gr\u00e1ficos de dura\u00e7\u00e3o das vogais  foram semelhantes em todos os contextos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo os autores, este estudo  apresenta um relato convincente sobre como os beb\u00eas aprendem os contrastes de  fala de sua l\u00edngua e mostra que o sinal necess\u00e1rio est\u00e1 presente na fala  naturalista, avan\u00e7ando na compreens\u00e3o do aprendizado precoce da linguagem.<\/p>\n<p align=\"justify\">Fonte: Proceedings of the National Academy of  Sciences. DOI: 10.1073\/pnas.2123230119.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os beb\u00eas podem diferenciar a maioria dos sons logo ap\u00f3s o nascimento e, com 1 ano de idade, tornam-se ouvintes espec\u00edficos da l\u00edngua do ambiente onde s\u00e3o criadas. 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