Variantes genéticas podem ser a chave para tratamentos contra acne

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A acne, popularmente conhecida como “espinhas”, é o terror de muitos adolescentes. Hoje existem vários tratamentos que ajudam a amenizar o aspecto causado por elas, mas pesquisadores do Guy’s and St. Thomas’ NHS Foundation Trust, na Grã-Bretanha, acreditam que a descoberta de novas variantes genéticas associadas à acne pode ajudar os médicos a identificar pessoas de alto risco e talvez apontar o caminho para novos tratamentos.

No estudo, os pesquisadores examinaram dados completos do genoma de mais de 20.000 pessoas com acne e mais de 595.000 sem a condição coletados em todo o mundo. A análise revelou 29 novas variantes genéticas que são mais comuns em pessoas com acne, elevando o número total de variantes conhecidas para 46.

Várias das variantes recém-identificadas estão em genes ligados a outras condições de pele e cabelo. Isso pode ajudar a melhorar a compreensão sobre as causas da acne, que podem ser uma mistura de fatores.

Os pesquisadores também descobriram que as pessoas com maior risco genético de acne são mais propensas a ter casos graves. Os autores ressaltam que mais pesquisas são necessárias, mas isso sugere que pode ser possível identificar pessoas em risco de doença grave para que possam receber tratamento precoce.

Os autores explicam que as causas da acne misturam fatores biológicos, como genética e hormônios, e fatores ambientais, mas ressaltam que compreender a genética da doença ajudará a desvendar algumas dessas causas e encontrar a melhor maneira de tratar a doença.

Fonte: Nature Communications. DOI: 10.1038/s41467-022-28252-5.

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