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Camisinha invisível?

22 de Agosto de 2007 (Bibliomed). Encontra-se em fase final de estudo um novo método de contracepção: o Invisible condomÒ (a camisinha invisível). Essa forma contraceptiva consiste no emprego de um gel específico em mulheres e em seus parceiros sexuais.

Muito embora já existam técnicas semelhantes, como o emprego de gel e espumas vaginais com espermicidas, a nova estratégia, desenvolvida por pesquisadores canadenses parece produzir efeitos mais significativos e de eficácia importante, contra a concepção. A revista médica Contraception, de agosto de 2007, apresentou um artigo com os resultados de um estudo feito pelos investigadores, já em fases experimentais, sobre o invisible condom Ò .

A camisinha invisível foi testada quanto à sua segurança e aceitabilidade por 41 mulheres. Essas voluntárias foram divididas em três grupos. O primeiro deles foi composto por quatorze mulheres em abstinência sexual, as quais aplicariam o gel duas vezes ao dia. O segundo, com quatorze participantes sexualmente ativas, que realizaram a ligadura tubária, nas quais o gel seria utilizado uma vez ao dia, e seus respectivos parceiros sexuais, nos quais o gel não seria empregado. Por último, o terceiro grupo, o qual era formado por treze mulheres usuárias de pílulas anticoncepcionais e que aplicariam o gel uma vez ao dia, assim como seus parceiros.

De acordo com os pesquisadores, nenhum efeito colateral significativo foi reportado com a utilização da camisinha invisível. Contudo, os mais citados foram uma sensação de irritação e ardência leve. Apesar disso, nenhuma voluntária deixou de utilizar o método, em virtude de algum desses efeitos. O exame de colposcopia, em que se analisa de maneira mais detalhada o colo do útero, não demonstrou ferimentos locais ou outras alterações. Por meio de questionários próprios, avaliou-se a aceitabilidade do novo método contraceptivo, sendo considerado satisfatório.

Os resultados até agora com a camisinha invisível (invisible condomÒ ) demonstram uma boa tolerância e aceitabilidade, quando aplicados dentro da vagina por quatorze dias, sendo assegurada sua segurança e eficácia.

Fonte: Contraception; 76 (2): 117 – 125 (August 2007)

Copyright © 2007 Bibliomed, Inc.

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