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Sarampo proveniente da Venezuela afeta indivíduos em Roraima e no Amazonas

24 de setembro de 2018 (Bibliomed). O Ministério da Saúde do Brasil quer que todos os venezuelanos que entrem no país sejam obrigados a serem vacinados contra o sarampo para conter o surto da doença introduzida por imigrantes daquele país, e que este ano já causou 1.100 infecções e cinco mortes.

A imunização obrigatória foi defendida pelo ministro da Saúde brasileiro, Gilberto Magalhães Occhi, denunciando a falta de colaboração da Venezuela para combater a doença.

De acordo com o ministério, os 1.100 casos de sarampo confirmados até o momento estão relacionados à imigração da Venezuela, já que foi constatado que o vírus que circula este ano no Brasil (D8) é o mesmo do país vizinho.

Dos casos confirmados, 788 foram registrados no Amazonas e 281 em Roraima, estados vizinhos à Venezuela, e apenas 32 no restante do país. Das cinco mortes, quatro foram em Roraima, das quais três eram venezuelanos.

Segundo o ministro, atualmente cerca de 2.000 pessoas cruzam a fronteira entre o Brasil e a Venezuela diariamente por meio de Roraima. Destes, cerca de 500 solicitam refúgio ou residência no Brasil para escapar da crise econômica, política, social e humanitária em seu país.

A vacinação hoje é obrigatória apenas para quem pede abrigo ou residência. Aqueles que pedem um visto de turista ou permissão para atravessar temporariamente a fronteira não são obrigados. Estamos discutindo isso porque queremos que o Brasil exija a vacinação de todos os venezuelanos que queiram entrar no país, disse o ministro.

O Brasil até agora não recebeu qualquer apoio da Venezuela para conter surto de sarampo detectado na fronteira e, por outro lado, o governo brasileiro se ofereceu para ajudar o vizinho e a possibilidade de doar vacinas.

Fonte: Reporte Epidemiológico de Córdoba. Número 2086.

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