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Relação entre prescrição de antidepressivos e aborto ou parto

06 de julho de 2018 (Bibliomed). A probabilidade de usar antidepressivos pode estar aumentada dentre as mulheres que abortam, mas o aumento do uso não é atribuído aos abortos, mas a diferenças nos fatores de risco para depressão, de acordo com um estudo publicado na revista JAMA Psychiatry.

Investigadores americanos usaram dados de 396.397 mulheres (30.834 com primeiro aborto no primeiro trimestre e 85.592 com um primeiro parto) para examinar a correlação com o início da uma primeira prescrição de um antidepressivo.

Os pesquisadores descobriram que, em relação às mulheres que não fizeram aborto, as mulheres que tiveram um primeiro aborto apresentavam um risco elevado de uso de antidepressivos pela primeira vez em modelos básicos e totalmente ajustados. No entanto, comparando mulheres que fizeram um aborto com mulheres que não fizeram aborto, as taxas de incidência ​​totalmente ajustadas não foram estatisticamente diferentes no ano anterior ao aborto e no ano após o aborto. No modelo totalmente ajustado, os fatores de risco mais fortes associadas com o uso de antidepressivos foram ter tido um tratamento psiquiátrico anterior, ter anteriormente usado uma medicação anti-ansiedade, e ter previamente feito uso de medicação antipsicótica.

O estudo concluiu que o aumento do uso de antidepressivos não é atribuível ao fato de se ter um aborto, mas a diferenças nos fatores de risco para depressão.

Fonte: JAMA Psychiatry. DOI:10.1001/jamapsychiatry.2018.0849.

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