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Debate: quem deve receber suplementação de vitamina D?

06 de maio de 2013 (Bibliomed). Dois pesquisadores apresentaram visões opostas quanto ao uso da vitamina D no European Congress on Endocrinology deste ano. Eles debateram sobre quais grupos de pessoas devem fazer a suplementação do nutriente.

A deficiência da vitamina D é um problema que pode gerar diversas complicações. Ela é determinada quando os níveis chegam abaixo de 20ng/mL. A falta da vitamina está associada na literatura médica a maiores riscos de desenvolvimento de câncer, doenças cardiovasculares, mau funcionamento do sistema imunológico e no geral um maior risco de mortalidade.

Os pesquisadores Chantal Mathieu (da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica) e Mark Cooper (University Hospital, no Reino Unido) concordaram em alguns pontos. Eles acreditam que é necessário assegurar que certos grupos sociais têm níveis suficientes de vitamina D em seus sistemas, como as gestantes e pessoas que corram risco de desenvolver osteoporose ou já sofram com a doença. Os médicos também concordam que a melhor forma de atingir os níveis ideais da vitamina é a exposição ao sol por 30 minutos por dia.

Apesar de os perigos que a luz solar oferece, pesquisadores afirmam que ela também traz benefícios, fazendo com que até mesmo dermatologistas da Austrália (país onde a incidência de câncer de pele é alta) reconheçam que passar entre 15 e 30 minutos ao sol, quando feito com cuidado, pode ser uma boa forma de obter a vitamina D.

Porém eles discordam quanto à necessidade de alertar todos quanto ao uso suplementar da vitamina D. Mathieu acredita que a lista de pessoas que se encaixam em categorias de saúde que pedem a complementação da vitamina é tão grande que seria mais interessante dar doses pequenas a todos. Já Cooper alerta que é melhor dar o suplemento apenas para pessoas que realmente têm essa necessidade, o que não incluiria a maior parte da população.

A recomendação da sociedade endócrina americana é de suplementação de 2000 UI diariamente. Porém, esse número pode ser exagerado. De acordo com Mathieu, entre 600 e 800 UI seria suficiente, concluindo que todos devem tentar aumentar sua ingestão de vitamina D, mas que doses altas não são necessárias.

Os dois pesquisadores participantes concordam em um ponto final. As informações disponíveis atualmente não são suficientes para que uma conclusão seja obtida, e mais pesquisas devem ser desenvolvidas sobre o tema.

O congresso aconteceu entre os dias 27 de abril e 1 de maio em Copenhagen, na Dinamarca.

Fonte: 15º European Congress of Endocrinology, 27 de abril a 1 de maio de 2013, Compenhagen/Dinamarca, debate 1

Poluição pode causar carência de vitamina D. Leia em Boa Saúde

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