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Folhetos de saúde

Relações entre a ansiedade e o sexo

© Equipe Editorial Bibliomed

Qual a relação que existe entre ansiedade e sexo?

Muitos pacientes usam o sexo com uma válvula de escape para a ansiedade. É através da atividade sexual saudável que os seres humanos despendem grande quantidade de energia, obtém prazer e formam vínculos afetivos.

A ansiedade pode interferir na vida sexual do paciente?

Sem dúvida. A ansiedade quase sempre afeta a sexualidade humana. Podemos observar isso de forma clara com pessoas que, em casos de muita ansiedade, alteram sua postura sexual: alguns ficam mais agressivos, outros totalmente tensos, as mulheres podem se sentir frígidas, os homens podem ter ejaculação precoce. Há quem acredite até que as fantasias sexuais possam refletir o tipo de ansiedade que a pessoa tem.

Quais são as alterações mais comuns que a ansiedade provoca na vida sexual?

Muitos pacientes podem desenvolver quadros semelhantes a compulsões sexuais. Esta situação pode levar a rótulos constrangedores. Os homens podem ser classificados como tarados ou vigaristas, enquanto que as mulheres são chamadas de promíscuas ou recebem outras denominações pejorativas.

Existe um comportamento sexual considerado sadio?

Desde que feito com segurança e consentimento, não se deve defender e nem atacar nenhum tipo de comportamento, muito menos de ordem sexual, mas sim procurar entender o nosso comportamento e das pessoas que convivem a nossa volta.

Por quais mecanismos a ansiedade afeta o sexo?

Muitos psicanalistas acreditam que a ansiedade é capaz de gerar um estado de tensão, inclusive muscular, que para algumas pessoas pode ter um registro semelhante à excitação sexual. Para estas elas a tensão está à flor da pele e mesmo o menor contato físico (ou qualquer estimulação sexual, mesmo que imaginária), desencadeia um estado de excitação que tem repercussão sobre os órgãos sexuais (o homem fica com o pênis ereto e intumescido, a mulher tem secreções vaginais, a pele e bico dos seios arrepiados). Ocorreria então uma necessidade compulsiva de se liberar desta tensão através do orgasmo. É o chamado prazer de alívio.

Esse tipo de comportamento interfere na qualidade de vida das pessoas?

O prazer conseguido na situação acima descrita costuma ser um tanto intenso, mas produz um orgasmo de má qualidade. Como a pessoa é cronicamente ansiosa, a tensão volta rapidamente assim como também volta a necessidade de estimulação sexual, o que pode vir a criar um círculo vicioso difícil de ser quebrado.

Como ficam as relações afetivas das pessoas ansiosas que usam o sexo como válvula de escape?

As relações interpessoais podem ser bastante prejudicadas. Quando as necessidades fisiológicas falam muito mais alto do que qualquer questão afetiva, fazendo ser meio indiferente o parceiro ou parceira, sentimentos e expectativas podem ser frustrados, gerando insatisfação de ambos os lados.

Além de interferir na vida pessoal, esse comportamento pode trazer outros problemas?

Sim. Não são raros os constrangimento sociais e mesmo jurídicos que muitos pacientes sofrem em decorrência de seu comportamento. Para pessoas com esse tipo de problema, quanto maior o estado de ansiedade, maior a necessidade sexual, maior a necessidade de descarga de tensões (ter o ato sexual em situações ou com pessoas potencialmente perigosas não é um comportamento raro). Muitos paciente acabam optando por se masturbar compulsivamente, uma atitude substitutiva que também busca aliviar o seu alto grau de ansiedade.

Esse tipo de problema tem solução?

Sem dúvida. Uma vez que a pessoa trate de sua ansiedade, com a ajuda de um médico e de uma equipe profissional bem treinada, a sua vida sexual poderá encontrar um equilíbrio e uma qualidade antes jamais conhecidos.

Fonte: The Journal of Nervous and Mental Disease. 2007 Mar;195(3):254-7.

 


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