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Exames de rotina

Periodicamente seu médico solicita alguns exames para que possa fazer uma análise mais completa de seu quadro de saúde.

Neste especial, Boa Saúde lista alguns dos principais exames médicos com ilustrações e informações para ajudá-lo a entender melhor esses procedimentos de rotina.

Os exames estão classificados em ordem alfabética (navegue através das letras iniciais abaixo):

Teste de tolerância insulínica - ( 40302482)

Material a ser analisado: coleta sequencial de amostras de sangue.

Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: avaliar pacientes com suspeita de deficiência de ACTH ou GH.

Preparação prévia: o paciente deve manter jejum a partir das 22h do dia anterior ao exame, devendo comparecer acompanhado para o teste. A dose matinal de hidrocortisona (ou qualquer outro corticosteróide em uso pelo paciente) deve ser omitida. É necessário a presença de um médico responsável durante todo o exame. A obtenção de um termo de consentimento informado é extremamente recomendável.

Como o exame é realizado:

1. Manter um acesso venoso patente com administração lenta de soro fisiológico através de uma conexão de 3 vias.

2. Manter um glicosímetro capilar e 25 mL de soro glicosado a 50% de prontidão ao lado do paciente.

3. A cada coleta de sangue, desprezar os 2-3 mL iniciais. Rotular visivelmente todas as coletas quanto ao horário e outros detalhes pertinentes do paciente.

4. Colher uma amostra para dosagem basal de glicose, cortisol e GH.

5. Administrar insulina regular em bolus (0,15 UI/kg) por via endovenosa. Considerar doses menores (0,1 UI/kg) nos pacientes com suspeita de hipocorticolismo profundo.

6. Colher amostras de sangue a cada 15 minutos (0, 15, 30, 45, 60 minutos) para dosagem dos níveis de glicose, cortisol e GH.

7. Observar a ocorrência de sinais e sintomas de hipoglicemia. Sudorese profusa costuma ser a primeira manifestação. O paciente pode então se queixar de palpitações, fome e parestesias. Isto tipicamente ocorre após 30-45 minutos de teste. Caso sejam observados sinais de hipoglicemia significativa (p.ex.: sonolência, quase-desmaio) ou glicemia capilar <60 mg/dL, administrar 25 mL de soro glicosado a 50%. Isto não invalida o exame, uma vez que o estímulo hipoglicêmico já ocorreu. Continue colhendo as amostras de sangue nos intervalos pré-determinados.

8. Se o paciente não apresentou hipoglicemia após 45 minutos e a glicemia capilar está > 70 mg/dL, administrar um segundo bolus endovenoso de insulina regular (0,15 UI/kg ou 0,3 UI/kg nos pacientes com conhecida resistência insulínica – p.ex.: acromegálicos).

9. Repetir a coleta de amostras em intervalos de 15 minutos por mais 60 minutos após este segundo bolus.

10. Ao final do teste (em geral, após cerca de 1h), administrar 25 mL de soro glicosado a 50% caso o paciente ainda apresente sinais de hipoglicemia.

Oferecer ao paciente um lanche ou refeição e observá-lo por no mínimo 1h antes de liberá-lo acompanhado para casa.

Interpretação dos Resultados: o teste só é interpretável caso seja atingida hipoglicemia < 40 mg/dL. Resposta normal de cortisol: > 550 mmol/L. Resposta normal de GH: > 20 mUI/L. Respostas abaixo destes valores na presença de estímulo hipoglicêmico adequado significam deficiência de corticotrofina (presumindo que as supra-renais estejam normais) ou deficiência de GH, ou ambos. Um pico de resposta de GH < 10 mUI/L é suficiente para considerar a terapia de reposição de GH. Picos de resposta de GH < 5 mUI/L significam deficiência severa de hormônio do crescimento.

Tempo requerido para obter os resultados: 1-2h

Segurança dos resultados: boa.

Contraindicações: este teste não deve ser realizado em pacientes com epilepsia ou coronariopatia. Em crianças, não utilizar mais de 0,1 UI de insulina por Kg de peso corporal.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004

- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996

- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

- Oxford Handbook of Clinical and Laboratory investigation, Drew Provan, 2nd Ed, 2005.

 


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