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Exames de rotina

Periodicamente seu médico solicita alguns exames para que possa fazer uma análise mais completa de seu quadro de saúde.

Neste especial, Boa Saúde lista alguns dos principais exames médicos com ilustrações e informações para ajudá-lo a entender melhor esses procedimentos de rotina.

Os exames estão classificados em ordem alfabética (navegue através das letras iniciais abaixo):

HPV – Captura Híbrida (código AMB: Procedimento diagnóstico por captura híbrida 4.06.01.29-3)

Introdução

A Captura Híbrida é o exame mais moderno para se fazer o diagnóstico do HPV. É um teste de biologia molecular qualitativo e quantitativo, que amplifica e detecta o sinal dos híbridos formados pela reação enzima-substrato. A leitura do resultado é feita por quimioluminescência.

O exame consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes do aparecimento de qualquer sintoma. O exame possibilita informar com certeza se o/a paciente é portador/a da infecção ou não.

É um exame útil no diagnóstico e acompanhamento da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Identifica 18 tipos do HPV, divididos em sondas de baixo e alto risco para câncer do colo do útero. Permite a detecção de 1 pg/mL de DNA-HPV, equivalente a 0,1 cópia de vírus por célula.

A Captura Híbrida não identifica os tipos virais do HPV, e sim os grupos virais. O teste possui dois pools de sondas, uma para os vírus de baixo risco (não oncogênicos ou seja, que não causam o câncer) que pesquisa os tipos virais 6, 11, 42, 43 e 44; e outra para os vírus de alto risco (oncogênicos ou que podem causar o câncer) que pesquisa os tipos virais 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 68.

Quem deve fazer o exame de captura híbrida?

O exame é feito em pacientes com um resultado de exame Papanicolau alterado ou naquelas que tenham um alto risco para infecção pelo HPV.

Como o material é obtido?

O medico, para realizar o exame, deve recomendar à paciente:

  1. Não ter relações sexuais nos três dias que antecedem ao exame
  2. Não realizar o exame durante o período menstrual
  3. Não usar óvulos ou creme vaginal por uma semana antes do exame
  4. Não fazer uso de ducha interna no dia do exame.

O exame segue os mesmos procedimentos de outros exames ginecológicos, sendo muito simples e não causa dor. O material obtido provém de raspado ou secreção de lesões ou região suspeita (colo uterino, vagina, vulva, região perineal, perianal, anal, pênis, glande, prepúcio, bolsa escrotal, cavidade oral); biópsia (colo uterino, vulva, pênis, anus, etc).

Se houver necessidade da coleta de exame para citologia, na mesma consulta, esta deve ser realizada em primeiro lugar. No caso de aplicação de ácido acético ou iodo, colposcopia ou ultra-som transvaginal, deve se aguardar 3 dias para a realização do exame. Para coleta uretral, a paciente deve estar há pelo menos 4 horas sem urinar e, no homem, para coleta peniana, não deve ser realizada a higiene local por pelo menos 8 horas.

Um único teste coletor pode realizar os exames para HPV de baixo e de alto risco e também pode também ser colhido material para isolamento de Clamídia e Gonococo.

Como é feito o processamento laboratorial?

Após a coleta do material, o processamento laboratorial é semi-automatizado. Reagindo com sonda gênica especifica, o material para análise forma híbridos de RNA/DNA que são capturados por anticorpos que revestem as paredes da microplaca.

A seguir, os híbridos imobilizados, reagem com anticorpos específicos conjugados a fosfatase alcalina, formando um substrato estável que é posteriormente detectado por quimioluminescência ultra-sensível.

Os valores lidos pelo quimioluminômetro são transmitidos a um computador, dotado de software específico, que analisa os números recebidos e faz os cálculos de validação do ensaio e a quantificação dos controles positivos, negativos e amostras. O software executa o relatório final do teste e sua impressão, não havendo margem de erro nos cálculos.

Como interpretar os resultados?

O resultado é considerado positivo quando as relações RLU/PCA para os vírus do grupo A (6, 11, 42, 43 e 44) e/ou RLU/PCB para os vírus do grupo B (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 68) forem iguais ou maiores que 1.

A Captura Híbrida contém sondas gênicas de 70% dos tipos de HPV de baixo risco e 99% dos oncogênicos. Valores das relações RLU/PCA e/ou RLU/PCB, menores que 50, indicando pequeno número de cópias virais por célula, podem significar infecção inicial ou fase de remissão espontânea. Nesses casos, a critério clínico, sugere-se, antes de qualquer tratamento, confirmar a presença de infecção ativa com nova coleta, após intervalo de três meses. Para verificar a eficácia do tratamento, indica-se colher nova amostra após três meses do término.

Fontes:

Laboratório Hermes Pardini – Belo Horizonte/MG

CDC - Centers for Disease Control and Prevention – Laboratory Procedure Manual – Human Papilomavirus (HPV)

 


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