Volta às aulas: qual a melhor mochila?

Comment

Comportamento Saúde da família

créditos: Freepik

O fim do carnaval marca o retorno escolar da maioria das crianças e jovens brasileiros. Nesse período, a preparação das mochilas exige uma atenção especial dos pais, afinal, são cada vez mais comuns as queixas de problemas de colunas ocasionados pelo excesso de carga nesse item básico.

De acordo com o ortopedista Marco Aurélio Neves, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, as queixas mais comuns em crianças e adolescentes são de dores na lombar (parte de baixo da coluna), cervical (parte de cima) e nos ombros. “Na maioria dos casos, trata-se de um problema momentâneo gerado pela inflamação do músculo.”

Segundo especialista, o peso adequado da mochila não deve exceder 15% do peso da criança. Essa referência evita a sobrecarga que, em longo prazo, pode resultar em um problema crônico, como a escoliose (deformidade da coluna).

A escolha do modelo da mochila também influencia, sendo importante avaliar qual a melhor mochila, de acordo com a rotina da criança. “A mochila de rodinhas é adequada para casos em que a criança circula em locais planos, sem grandes obstáculos a serem superados, como escadas. Isso porque, por não ter alças, a criança tem que erguê-la em apenas um dos braços, o que prejudica a ergonomia do corpo. A mochila nas costas oferece mais mobilidade, mas exige ainda mais atenção ao peso e ajuste das alças para não prejudicar a saúde da coluna”, ressalta o Dr. Marco Aurélio.

Normalmente, os desconfortos são tratados com o uso de analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia e Reeducação Postural Global (RPG), cabendo a um médico avaliar e recomendar o mais indicado para cada caso.

A prevenção é sempre o melhor caminho, deve-se então atentar para o fortalecimento da musculatura das costas através de um melhor condicionamento físico, que inclui o incentivo à prática de atividades físicas regulares, evitando assim o sedentarismo e sobrepeso.

Fonte: Release Ketchum Agência de Comunicação. São Paulo, fevereiro de 2015.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *