Serviços de emergência podem detectar maus-tratos em crianças

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Comportamento

destaque_violenciaPesquisa apresentada no Congresso de Urgências e Emergências Pediátricas 2018, que ocorreu de 02 a 05 de maio em São Paulo, buscou investigar os motivos da baixa detecção dos casos de maus-tratos infantis no serviço emergencial.

 Para tal, fez-se uma revisão de literatura com base nos descritores Child Abuse, Domestic Violence e Emergencies, usando artigos nas línguas inglesa e portuguesa e textos completos gratuitos. Foram usadas as bases de dados Scielo, Pubmed e Science Direct.

Os resultados mostraram que a estimativa de casos de abuso infantil é referente à capacidade de sensibilidade dos profissionais de detectarem as situações de abusos, e não ao número real de casos. Entre as razoes que podem explicar a dificuldade de detecção dos maus tratos por parte dos profissionais de saúde podem estar a falta de tempo e privacidade no trato com o paciente, o baixo treinamento específico, a rotina corrida e a ausência de triagem própria. Inclui-se nesta lista a o não retorno de informações e duvidas com relação aos encaminhamentos e às condutas que serão tomadas pelos Conselhos Tutelares, Assistência Social e instituições de proteção à criança.

Com a subnotificação, a violência contra a criança tende a persistir. O estudo revelou que a maior parte das crianças abusadas tiveram um diagnóstico errado na visita anterior na emergência e também a maior parte sofreu lesões cerebrais, o que sugere um agravo dos casos detectados tardiamente.

Para os pesquisadores algumas medidas podem ser tomadas a fim de melhorar a detecção do abuso infantil, tais como uma triagem padronizada e de fácil utilização para detecção de abuso infantil e a promoção de programa educacional voltado para a capacitação dos profissionais de emergência pediátrica identificarem maus tratos.

Fonte: Congresso de Urgências e Emergências Pediátricas 2018, 02 a 05 de maio, São Paulo.

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